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POLÍTICA

“Comigo nem pensar”, diz Ciro sobre frente ampla de esquerda

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Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ciro Gomes disse em evento de faculdade que “nem para o céu” iria com a frente parlamentar de esquerda.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou que não pretende integrar uma frente ampla de esquerda contra o atual governo de Jair Bolsonaro . No começo desta semana, o pedetista foi palestrante em um evento na Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU) e rejeitou a possibilidade: “Comigo nem pensar”. 

Ciro também comentou que ‘nunca’ fará uma aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT), além de afirmar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um ‘encantador de serpentes’ que se aproveita da ‘ignorância das pessoas’. 

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“Nunca mais andarei com a quadrilha que hoje hegemoniza o PT “, disse Ciro ao ser questionado sobre a legenda. “Tenho muito respeito pelo petista médio. Meu problema é com a cúpula corrompida do lulo-petismo. Com essa gente, nem para ir pro céu”, complementou. 

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A possibilidade de se candidatar pela quarta vez à presidência da república não foi descartada por Ciro durante o evento. Ele se colocou como uma alternativa à polarização nacional entre bolsonaristas e petistas. 

“Para não ficar entre coisa ruim e coisa pior, escolhe um candidato novo”, disse.

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POLÍTICA

Deputado quer que professores e médicos usem armas durante serviço

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Na justificativa do projeto, Knoploch cita dois artigos do Código penal que legislam sobre a legítima defesa e o Excludente de ilicitude


O deputado Alexandre Knoploch (PSL) protocolou, nesta quinta-feira (14), um projeto de lei que, se aprovado, concede direito a porte de arma funcional a professores e médicos concursados da rede pública estadual. Segundo a proposta, o profissional teria que declarar a necessidade do uso da arma e caberia as secretarias de Saúde e Educação realizar convênios com as autoridades policiais para o treinamento dos médicos e professores.


Na justificativa do projeto, Knoploch cita dois artigos do Código penal que legislam sobre a legítima defesa e o Excludente de ilicitude. Ao longo do texto o deputado ainda cita o depoimento de dois professores da rede pública. Um do Rio e outro da cidade de Lins, interior de São Paulo, que sofreram agressões de alunos.

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“Diante de evidências das agressões que acometem essas duas classes profissionais tão relevantes é que esse Projeto autoriza que esses bravos profissionais possam ter porte de arma em seus locais de trabalho, com o único intuito de legítima defesa, jamais de ataque “, diz Knoploch no projeto, pedindo em seguida a provação desta “imortante matéria” para o Rio.

O projeto agora precisa ser avaliado por cinco comissões dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), entre elas pela Constituição e Justiça.

Para o advogado Antônio Galvão, presidente da Comissão Especial para Estudos Sobre Legislação do Porte de Armas da OAB- Rio, o projeto é inconstitucional porque apenas a União pode legislar sobre o tema.

“O artigo 22 da Constituição diz que apenas a União pode legislar sobre normas que envolvam material bélico. O estado não pode autorizar outras categorias a ter o porte de armas”.

A antropóloga e professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jacqueline Muniz também critica a proposta.

“Este projeto frágil se trata de um oportunismo de mercado , um marketing pessoal em buscas de doações para a próxima campanha. Não é uma projeto para contribuir com a segurança”, afirma.

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Procurado, o deputado Alexandre Knoploch não respondeu o contato da reportagem.

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