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Com retomada de sessões semipresenciais, casos de Covid-19 crescem 80% na Câmara

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Câmara passou a maior parte do ano de 2020 fazendo sessões remotas
Najara Araújo/Câmara dos Deputados

Câmara passou a maior parte do ano de 2020 fazendo sessões remotas

A retomada de sessões “semipresenciais” no Congresso em fevereiro fez os casos de Covid-19 entre servidores, deputados e terceirizados aumentar 80% na Câmara em relação a janeiro. Foram 72 casos em dezembro, 58 em janeiro e 105 em fevereiro.

Procurado, o Senado respondeu que “não tem como praxe a divulgação de balanço de casos de Covid-19 entre os seus servidores, colaboradores e parlamentares”. Registrou apenas que quatro colaboradores do Senado foram diagnosticados com Covid-19 no período do “esforço concentrado” no início de fevereiro, durante a eleição da Mesa Diretora, enquanto exerciam trabalho presencial.

Dezenas de prefeitos visitaram a Câmara e o Senado nas últimas semanas em busca de espaço no Orçamento de 2021, prestes a ser aprovado. Os visitantes lotaram elevadores, corredores fechados e gabinetes de deputados e senadores. As Casas não informaram quantos visitantes receberam.

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Com o agravamento da pandemia e as restrições de circulação impostas pelo Distrito Federal, os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), anunciaram que as sessões voltarão a ser completamente remotas. A votação da PEC Emergencial no Senado, nesta quinta-feira, foi a última sessão semipresencial.

A Câmara informou ainda que não é possível saber se as contaminações ocorreram naa Casa.

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Em nota, o Senado disse que “mantém ações frequentes de limpeza dos espaços comuns, áreas de trabalho e gabinetes administrativos, conforme os protocolos indicados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com incremento da rotina de limpeza em todos os setores, principalmente nas superfícies das dependências.”

No início dessa semana, três senadores anunciaram, em um intervalo de menos de um dia, estarem infectados com Covid-19: Lasier Martins (Podemos-RS), Major Olímpio (PSL-SP) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Eles participaram de uma reunião presencial juntos uma semana antes, além de terem circulado pelo plenário e outras áreas da Casa.

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Desde o início da pandemia, dois senadores morreram em decorrência de infecções por coronavírus: José Maranhão (MDB-PB) e Arolde de Oliveira (PSD-RJ). Na Câmara, não houve nenhum caso de letalidade.

A Câmara dos Deputados informou que adota diversos protocolos para prevenir a disseminação de coronavírus em suas dependências. “Uma das providências consiste na disponibilização de informações e orientações importantes a respeito dos procedimentos adequados para a convivência nos ambientes da Câmara.”

“O uso de máscaras faciais é obrigatório dentro das dependências da Câmara. A distância pessoal deve ser mantida em aproximadamente 1,5 metro. Corredores e escadas ganharam adesivos com sinalizações de ida e vinda, e os elevadores, de localização. Há também orientações sobre o uso correto, a lavagem e o descarte das máscaras faciais, conforme determinado pela Anvisa, assim como de higienização das mãos.”

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Doria diz que Bolsonaro é responsável por parcela de vidas perdidas para a Covid

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João Doria (PSDB) e Jair Bolsonaro (sem partido)
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

João Doria (PSDB) e Jair Bolsonaro (sem partido)

Nesta quarta-feira (14), o governador de São Paulo,  João Doria (PSDB), interrompeu a coletiva de imprensa para fazer críticas ao  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à gestão da pandemia no Brasil. Na ocasião, Doria chamou Bolsonaro de “maluco” e disse que ele é, em parte, responsável pelas vidas perdidas pela Covid-19 .

O governador leu trecho de uma notícia que fala sobre Bolsonaro, dizendo que ele espera sinalização da população contra o lockdown. “Quero dizer ao presidente Bolsonaro que o senhor deveria esperar do povo aquilo que o senhor não oferece, compaixão e proteção à população do seu país”, afirmou.  Doria ainda destacou que o presidente fazia o pronunciamento a “apoiadores dele, ou seja, malucos como ele”.

De acordo com ele, o negacionismo de Bolsonaro em relação à doença contribuiu para o alto número de mortes. “É responsável por uma parcela considerável das quase 380 mil vidas que se perderam no Brasil”. “Se o senhor tivesse compaixão e liderança, teria oferecido vacina e não cloroquina à população”, concluiu.

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