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Cláudio Castro se pronuncia sobre operação no Complexo do Alemão

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Governador Cláudio Cástro
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Governador Cláudio Cástro


O governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), se manifestou na manhã desta quinta-feira (21) sobre a operação conjunta realizada pelas polícias Militar e Civil no Complexo do Alemão, na Zona Norte. A ação tem, até o momento, um PM, uma mulher e dois suspeitos mortos confirmados e mais um, não identificado, segundo moradores, totalizando cinco mortes.

Por meio das redes sociais, Castro publicou um vídeo do momento em que o helicóptero da polícia que sobrevoava a comunidade foi alvo de disparos e falou sobre a morte do cabo Bruno de Paula Costa, de 38 anos, morto durante um ataque de criminosos à UPP Nova Brasília, em retaliação a operação.

“Nossas forças de segurança foram covardemente atacadas hoje cedo durante uma grande operação no Complexo do Alemão para prender criminosos. Um policial foi morto e outro, baleado. Lamento profundamente a morte do nosso agente e me solidarizo com a família”, comentou ele.

O governador ainda afirmou que “toda vez que um policial é assassinado em combate é um pedaço de cada um de nós que morre junto”. Em seu relato, Cláudio se mostrou ser contra a proibição de operações policiais e pontuou que o estado deve entrar em todos os lugares.

“Vou continuar combatendo o crime com todas as minhas forças. Não vamos recuar na missão de garantir paz e segurança ao povo do nosso estado. Não há lugar onde o estado não entre no Rio”, relatou.

Por fim, Castro culpou o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), seu partido e seus aliados pela violência no estado e o acusou de defender “marginais que atacam uma instituição tão importante como a Polícia Militar”.

“Foi Freixo, seu partido e aliados que proibiram nossas polícias de enfrentar esses bandidos em determinadas áreas. O resultado está aí: bandidos mais seguros e fortemente armados. Mas comigo não tem essa. Polícia se faz com inteligência, investimento, força e boa remuneração”, disse.

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O deputado estadual Flávio Serafini (Psol) respondeu a publicação de Casto: “Governador, sua política de segurança pública é uma tragédia. Não adianta tentar culpar Freixo e a esquerda. Enquanto o estado só chegar nas favelas com o braço armado, a guerra não terá fim e morrerão pretos e pobres, muitos inocentes e policiais. Assuma sua responsabilidade!”

Freixo, por sua vez, não respondeu e nem se manifestou sobre a acusação. O deputado foi procurado pelo Dia, mas até o momento da publicação desta matéria, não respondeu aos questionamentos.


Operação no Alemão

Entes do Bope e do Core realizam desde a manhã desta quinta-feira uma operação no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Um policial militar morreu e outro ficou ferido durante a ação. A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília, localizada na região, foi alvo de ataques de criminosos.

Uma mulher, identificada como Letícia Marinho do Sales, de 50 anos, morreu após ser baleada dentro de um carro em um dos acessos do Complexo do Alemão, na manhã desta quinta-feira (21). Parentes acusam um policial de fazer o disparo. 

O segundo policial ferido, ainda não identificado, foi atingido por um tiro no pé. Ele também foi levado ao Getúlio Vargas e, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, foi atendido e já recebeu alta. Três suspeitos, ainda não identificados, foram encontrados mortos. Outras três pessoas foram baleadas e levadas ao Getúlio Vargas por moradores da comunidade.

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Polícia Militar informou que suspeitos de integrarem o tráfico de drogas no complexo colocaram fogo em barricadas, jogaram óleo na via e atacaram policiais que atuam na operação para tentar impedir a entrada e circulação no local. Desde o início da manhã, o confronto entre policiais e criminosos é constante.

Segundo corporação, cerca de 400 policiais estão atuando na operação, também estão sendo usados quatro aeronaves e dez veículos blindados. A ação tem como objetivo coibir a presença de criminosos da região do Complexo do Alemão que vinham praticando roubos de veículos, principalmente nas áreas dos bairros do Méier, Irajá e Pavuna.


De acordo com moradores, os disparos no Alemão começaram no fim da madrugada. Segundo corporação, cerca de 400 policiais estão atuando na operação, também estão sendo usados quatro aeronaves e dez veículos blindados. A ação tem como objetivo coibir a presença de criminosos da região do Complexo do Alemão que vinham praticando roubos de veículos, principalmente nas áreas dos bairros do Méier, Irajá e Pavuna.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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