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Chefe do PL diz que tentará distensionar relação de Bolsonaro com TSE

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Jair Bolsonaro abraça o presidente do PL, Valdemar Costa Neto
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Jair Bolsonaro abraça o presidente do PL, Valdemar Costa Neto

Em reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, nesta quarta-feira, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que atuará para distensionar a relação entre o presidente Jair Bolsonaro , candidato à reeleição pela legenda, e a Corte. Segundo relatos feitos ao GLOBO, Valdemar deixou claro confiar no sistema eleitoral do país.

Pessoas que acompanharam o encontro contaram à reportagem que o clima entre os dois foi amistoso, e possibilitou que o chefe da legenda de Bolsonaro manifestasse ao presidente do TSE o apoio do partido à Justiça Eleitoral. Diante do caráter institucional da conversa, também esteve presente o vice-presidente do PL, Capitão Augusto.

Na reunião, segundo interlocutores, um dos assuntos tratados foi o interesse do partido em participar do processo de fiscalização das eleições dentro dos parâmetros já estabelecidos pela Justiça Eleitoral. A Fachin, Valdemar teria dito que a legenda indicaria nomes de técnicos que colaborarão com os integrantes da agremiação nessa missão.

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Uma resolução publicada em 2021 define os procedimentos de inspeção e auditoria do sistema eletrônico de votação e permite que instituições como os partidos políticos, federações e coligações, Ministério Público, Forças Armadas, confederações patronais da indústria, e outros representantes da sociedade possam participar da fiscalização do processo eleitoral.


A reunião entre Valdemar e Fachin ocorre a pouco mais de dois meses para as eleições presidenciais e em meio aos ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas. 

No último dia 18, o presidente fez acusações de fraude sobre as eleições, sem provas, durante uma reunião com embaixadores de diversos países. Essas acusações foram alvo de representações de partidos junto ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Este não é o primeiro encontro entre o presidente do TSE e o presidente do PL. Em março, Valdemar foi recebido por Fachin durante uma rodada de encontros com presidentes de partidos.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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