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Cesar Maia cita eleição presidencial para justificar união com Freixo

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Marcelo Freixo terá Cesar Maia como companheiro de chapa
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Marcelo Freixo terá Cesar Maia como companheiro de chapa


Lançado nesta quarta-feira como candidato a vice-governador na chapa de Marcelo Freixo (PSB), o ex-prefeito e vereador do Rio, Cesar Maia (PSDB), disse que há uma “conexão” entre a eleição do Rio e a disputa presidencial ao explicar a aliança com o deputado federal, que estará no palanque do ex-presidente Lula (PT). Em entrevista coletiva em um hotel em São Conrado, na Zona Sul do Rio, Cesar afirmou ainda que soube “pelo jornal” de um convite para ser vice em uma chapa apoiada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).

“Quando Rodrigo (Maia, deputado federal) e Freixo me convidaram para a chapa como vice, disse que, independentemente do lugar, votaria no Freixo, como fiz nos dois turnos (da eleição municipal) em 2016”, disse Cesar, que detalhou ter refletido sobre a eleição estadual deste ano nos últimos meses:

“Para presidente, a situação é óbvia: prevalece a defesa das instituições e da democracia. Para governador, ficava cada vez mais clara a conexão com a eleição presidencial, independentemente da retórica e dos apoios”, afirmou o ex-prefeito em seu pronunciamento.

Respondendo aos jornalistas em seguida, Cesar reiterou que conta com o apoio de Paes em um eventual segundo turno — o prefeito do Rio apoiada o candidato do PDT ao governo, Rodrigo Neves, que terá como vice o advogado Felipe Santa Cruz (PSD). Cesar disse ainda considerar que “não existiu” um diálogo de fato para que fosse vice na chapa apoiada por Paes. Ele foi primeiro convidado publicamente para integrar a chapa de Santa Cruz, antes da retirada de sua candidatura para apoiar Neves. Nas últimas semanas, aliados de Paes acenaram em substituir Santa Cruz por Cesar Maia na chapa do PDT.

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“Esse convite não existiu. Li no jornal. Rodrigo Neves até foi à minha casa, mas a decisão nossa de apoiar Freixo já estava tomada. E a deles também. Foi mais um gesto, não houve uma proposta de estarmos juntos em campanha nenhuma. Mas o respeito continua. Tenho absoluta convicção, pela qualidade deles, que estaremos juntos no segundo turno”, afirmou.

O deputado federal Rodrigo Maia, seu filho, disse que vinha conversando diariamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e que já havia exposto o plano de composição com Freixo nas últimas semanas. Maia afirmou, no entanto, que segue aliado de Paes, de quem se reaproximou na campanha de 2018 após anos de afastamento:

“Quem acha que vou me afastar de Eduardo Paes se engana. Essa é uma eleição estadual, não municipal. Continuaremos com ele no âmbito municipal, mas entendemos que nesse momento, e respeitamos outras posições no primeiro turno, em nossas avaliações aquele que tem trabalhado melhor, com coragem para ampliar e agregar, é o deputado Marcelo Freixo”, declarou.

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Freixo, que citou ter havido “dificuldades” para concretizar a aliança com a família Maia, afirmou que a composição de sua chapa é uma resposta para adversários que o acusam de “estreiteza” , por seu histórico ligado a partidos de esquerda:

“Em diversos momentos, vários desta mesa estiveram em lados diferentes. O fato de estarem todos juntos já diz muita coisa. Nossa aliança é regional, e tenho muito respeito por isso. O PSDB tem outro projeto nacional, e isso nunca impediu diálogo profundo e responsável sobre o Rio”, disse Freixo.


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Fonte: IG Política

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Sanders pede que EUA rompam com o Brasil se eleição for desrespeitada

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O senador americano Bernie Sanders
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O senador americano Bernie Sanders

Bernie Sanders, senador democrata pelo estado de Vermont, anunciou na quinta-feira que apresentará uma moção no Senado dos EUA em defesa da democracia e do respeito ao processo eleitoral brasileiro, assim que os parlamentares voltarem do recesso, ainda este mês. Em julho, Sanders se encontrou com 19 representantes de organizações da sociedade civil brasileira, no Capitólio, em Washington, em viagem organizada pelo WBO (Washington Brazil Office).

A moção de Sanders pede que o governo americano rompa as relações com o governo brasileiro caso o presidente Jair Bolsonaro cumpra as ameaças que tem feito publicamente de não respeitar o resultado das urnas na eleição presidencial.

“Seria inaceitável para os EUA reconhecer e trabalhar com um governo que, na verdade, tenha perdido as eleições. Isso seria um desastre para o povo brasileiro e mandaria uma mensagem desastrosa ao mundo todo sobre a força da democracia”, disse o senador ao site Politico.

Esse tipo de moção não tem força de lei, mas tem a capacidade de influenciar a tomada de decisões do governo. Na prática, o gabinete de Sanders vai se empenhar para recolher o máximo de assinaturas possíveis em apoio à moção, que normalmente é acolhida por aclamação.

Na ocasião do encontro, em 26 de julho, Sanders declarou:

“O que eu ouvi (da comitiva), infelizmente, soa muito familiar para mim, por causa dos esforços de (Donald) Trump e de seus amigos para minar a democracia americana. Não estou surpreso que Bolsonaro esteja tentando fazer o mesmo no Brasil. Esperamos muito que o resultado das eleições [brasileiras] seja reconhecido e respeitado, e que a democracia prevaleça, de fato, no Brasil.”

Além de Sanders, a comitiva brasileira visitou, no Capitólio, os deputados Jamie Raskin (Maryland, membro da comissão que investiga o 6/1), Hank Johnson (Geórgia), Mark Takano (Califórnia) e Sheila Cherfilus McCormick (Flórida), além dos assessores dos senadores Patrick Leahy (Vermont, presidente do Senado) e Ben Cardin (Maryland). O intuito foi informá-los sobre a situação no Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro tem atacado a Justiça e colocado sob suspeição o sistema eleitoral e o resultado das urnas.

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