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Cedae recusa dar desconto na água e caso pode parar na Justiça

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Fachada da sede da Cedae arrow-options
Cedae / Reprodução

Cedae vetou redução no valor da conta de água

Acabou sem acordo a reunião realizada nesta sexta-feira (14), no Palácio Guanabara , que tinha o objetivo de definir o desconto que os consumidores do Rio poderão ter na conta da Cedae por causa da crise da água. Um novo encontro foi marcado para segunda-feira para dar continuidade às tratativas. Segundo a defensora pública Patrícia Cardoso Maciel Tavares, a questão pode parar na Justiça caso as partes não cheguem a uma proposta que seja boa para todos.

Participaram do encontro representantes da Defensoria Pública estadual, do Ministério Público e do governo do estado. A reunião não foi aberta à imprensa.

A expectativa era a de que um Termo de Ajustamento de Conduta fosse assinado, para que, a partir do próximo mês, as contas de água venham com descontos referentes ao mês de janeiro, em que a cobrança aos consumidores foi normal, mesmo com o fornecimento de água de má qualidade. A proposta, no entanto, foi rejeitada pela Cedae.

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O presidente da companhia, Renato Espírito Santo, entregou em mãos para o governador Wilson Witzel um relatório com críticas ao acordo elaborado pela Defensoria. Os termos da proposta não são de conhecimento público, estão sendo mantido em sigilo desde o início das negociações. O governador repassou as críticas à defensora, além de um pedido da Cedae para estender em mais 15 dias o prazo de negociação.

Coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Patrícia Cardoso afirma que a companhia não concordou com a metodologia apresentada.

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“A cedae não reconhece que teve vício na prestação de serviço. A cedae entende que a metodologia que nós utilizamos para chegar ao percentual de desconto sugerido não é a melhor metodologia. Então, para que a gente possa chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes, porque nós estamos aqui na defesa de milhões de consumidores que mercem uma reparação pelo dano sofrido, a gente tem que avançar um pouco mais. Se na segunda-feira não houver uma resposta razoável da presidência da Cedae, se não tiver algum avanço, aí infelizmente teremos que ajuizar a ação”, afirmou, em entrevista ao RJTV 2ª edição .

Na última terça, em audiência pública na Alerj sobre a crise hídrica, a mesma defensora havia explicado que o objetivo era travar o acordo sem precisar judicializar a questão.

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“Inicialmente não entramos com ação, até porque já havia uma do MPRJ para exigir a qualidade da água. Mas, estudamos o caso, e propomos acordo para que a população receba indenização”, explicou a defensora, na ocasião.

Em nota, o Governo do Estado afirmou que vai voltar a se reunir com a Defensoria Pública e a Cedae na segunda, para “encontrar uma solução para reduzir os prejuízos do consumidor fluminense”.

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Arthur do Val diz que desafeto é criminoso para tirá-lo do Pânico: “Eu inventei”

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Arhtur do Val
Divulgação/Assembleia Legislativa de São Paulo

Arhtur do Val é candidato à Prefeitura de São Paulo

Áudios inéditos mostram que o candidato à Prefeitura de São Paulo, Arthur do Val (Patriota-SP) , confessa que mentiu para a cúpula do Grupo Jovem Pan com o intuito de tirar Felipe Ferreira do programa Pânico. As informações são do The Intercept Brasil.

O “Mamãe Falei” atribuiu a Ferreira um ataque que aconteceu em dezembro de 2016 realizado por cinco homens na sede do MBL, na Vila Mariana, em São Paulo.

“Tutinha: mandei mensagem pro Tutinha, [e] Tutinha me ligou. Daquele jeito dele – você tá trocando ideia com ele e parece que ele não tá nem aí pra porra nenhuma. Aí falei pra ele: ‘Cara, esses caras são queimados, esses caras…’ Eu inventei aqui, eu falei: ‘Meu, eles já tentaram invadir a sede do MBL armados, eles já botaram fogo num carro dum coordenador do MBL . Já botaram fogo não, já vandalizaram o carro inteiro, quebraram os vidros, tal’. Eu me referi à Kombi, né? Mas não falei que era a Kombi, óbvio”.

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Em outros trechos da mensagem de ádio, Arthur do Val diz que Ferreira teria envolvimento no que titulou como “polêmica” da viagem de alguns deputados do PSL para a China. Apesar das afirmações, Felipe Ferreira não integrou a comitiva.

Além de entrar em contato com a cúpula do Jovem Pan para que a demissão de Ferreira acontecesse, Mamãe Falei pediu para que Joice Hasselmann e Kim Kataguiri pressionar o apresentador Emílio Surita .

“Mas eu acho que primeiro vamos tentar assim. Eu mandei uma mensagem pra Joice [dizendo]: ‘Oi, Joice, tudo bom?’ Se ela me responder, eu vou falar assim: ‘Ô, Joice, você lembra desses caras?’ E mandar esse link desse vídeo. Aí vou falar pra ela… Vou sentir, se ela estiver contra o cara, vou falar: ‘Meu, liga no Tutinha, liga nos caras que você conhece, dá uma boicotada lá’. E vamos ver. Porque, se ela também falar: ‘Ah, lembro. Ah, não, mas está tudo bem entre a gente agora’, aí também não adianta usar a Joice, entendeu?”, diz outro trecho do áudio vazado.

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A direção da Jovem Pan preferiu não se pronunciar sobre o caso, mas Ferreira não voltou mais ao programa Pânico. Duas indicações de Arthur do Val foram colocadas no Lugar: André Alba, comediante reacionário e André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no senado. 

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