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Campanha de Bolsonaro quer Michelle em eventos ao lado do presidente

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Michelle e Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR – 04.07.2022

Michelle e Bolsonaro


A participação da primeira-dama Michelle Bolsonaro na convenção do PL no domingo, no Rio, animou o núcleo da campanha do presidente da República. Integrantes do grupo entendem que, apesar disso, ela não deve mergulhar de cabeça no projeto eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, mas se dedicar apenas a agendas pontuais. A equipe de reeleição acredita que o casal junto “funciona melhor” para a missão de suavizar a imagem de Bolsonaro do que apostar em agendas separadas e, por isso, essa deve ser a prioridade.

A participação da primeira-dama no eventos, porém, ainda é assunto delicado. Como mostrou a coluna Lauro Jardim, Michelle, no dia seguinte à convenção, faltou a um evento de empresárias com Bolsonaro em São Paulo e gerou reclamação de um integrante da campanha que esperava “engajamento total.”

O núcleo político do projeto da reeleição avalia que a presença dela ao lado de Bolsonaro em eventos no período eleitoral tem potencial para diminuir a resistência do titular do Palácio do Planalto entre as mulheres, grupo em que, segundo as pesquisas, o presidente não tem o mesmo desempenho que entre os homens.

Com isso, a ideia seria priorizar a participação de Michelle em eventos com o presidente em vez de ter uma agenda própria de viagens. Uma das hipóteses é que ela possa conciliar as agendas e, durante as viagens com o marido, reservar um momento para falar diretamente às eleitoras, principalmente em igrejas evangélicas ou com entidade de ações sociais ligadas às causas em que ele já atua.

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No governo, a primeira-dama se empenha em eventos do programa Pátria Voluntária, de incentivo ao voluntariado, e em causas de defesa de pessoas com doenças raras e na inclusão da comunidade surda com a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Sem cobrança Embora relevante para a campanha, integrantes do núcleo político dizem que o engajamento da primeira-dama é um tema delicado e, embora haja a expectativa de participação efetiva dela, não haverá cobrança explícita para que ela se empenhe.

Até agora a ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF) tem sido a principal incentivadora da participação da primeira-dama na campanha. Preterida por Bolsonaro na disputa por uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal, Damares, que ainda tem o futuro indefinido, disse que se descompatibilizou do cargo para ajudar no projeto de reeleição.

“Michelle sempre esteve à disposição dos coordenadores da campanha. Eu me descompatibilizei para ajudar na campanha com ela e não para ser candidata. Temos muitos convites para participar de eventos, principalmente nas igrejas em que ela fala para 6 mil, 7 mil pessoas. Nas viagens com o presidente, ela pode ir para algum encontro enquanto ele vai a outro”, disse Damares ao GLOBO.

Na convenção do PL de domingo no Rio de Janeiro, Michelle, até então resistente a se engajar, foi a primeira a falar. Por12 minutos, mesclou o discurso religioso com uma tentativa de humanizar a imagem do marido com foco no eleitorado feminino. Há um entendimento interno que Bolsonaro não mudará seu perfil considerado agressivo por esta parcela do público. Por isso, os estrategistas já vinham defendendo que Michelle falasse como ela vê o marido e contasse como o presidente é na intimidade.

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“Eu sempre oro toda terça-feira no gabinete dele quando ele vai embora. Quando o Planalto se fecha, eu entro com meus intercessores e oro na cadeira dele. E eu declaro todos os dias: Jair Messias Bolsonaro ser forte e corajoso, não temas. Não temas. Ele é um escolhido de Deus, ele é um escolhido de Deus. Esse homem tem um coração puro, limpo, além de ser lindo, né? Mas é meu”, disse Michelle no domingo.

A primeira-dama chegou a se filiar ao PL para participar dos programas partidários na TV, mas Michelle acabou não gravando, apesar dos apelos do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que chegou a ligar para ela pessoalmente.

“A reeleição não é por um projeto de poder como muitos pensam. Não é por status, porque é muito difícil estar desse lado. A reeleição é por um propósito de libertação, por um propósito de cura para o nosso Brasil”, disse a primeira-dama.


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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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