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Economia

Cadastro da Lei Aldir Blanc para auxílio emergencial se encerra nesta sexta-feira, 25/9

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A Comissão de Gestão Estratégica – Lei Aldir Blanc em Minas Gerais deliberou o encerramento do cadastro para acesso ao auxílio emergencial de R$ 600,00 às 23h59 desta sexta-feira (25/9). Profissionais ligados ao fazer cultural em Minas Gerais, e que ainda não se cadastraram, podem solicitar o benefício por meio deste link. A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) iniciou o cadastro em 30 de julho, disponibilizando um formulário que tem o objetivo de levantar informações sobre o cenário cultural de Minas Gerais e dimensionar o potencial de interessados em receber os benefícios da lei de emergência cultural.

A mobilização feita pelos diversos segmentos da sociedade faz com que Minas Gerais lidere o número de profissionais cadastrados, segundo levantamento nacional realizado pelo jornal Metrópoles.  O último balanço contabilizou 10.175 mil cadastros no estado. Vale lembrar que o cadastro não garante o recebimento dos recursos e quem já recebeu o auxílio da Caixa Econômica Federal não pode receber esse benefício. Mais informações em secult.mg.gov.br/leialdirblanc

Recursos para Minas Gerais
Os recursos destinados à operacionalização da Lei Aldir Blanc pelo governo de Minas Gerais foram disponibilizados para a Secult em 16 de setembro. Ao todo para o estado são R$ 295.9 milhões. Desse valor, R$ 135,7 milhões já estão foram liberados para execução pela Secult. Outros R$ 160,2 milhões serão destinados aos municípios. O Plano de Ação de Minas, que norteia a aplicação do repasse, foi fruto de muita escuta do setor e de intensa articulação entre os municípios e a sociedade civil. O documento, aprovado em 4 de setembro, cria ações e estratégias para facilitar o acesso dos artistas, técnicos e organizações do setor cultural aos recursos.

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Parte desse valor será destinada ao auxílio emergencial e outra parte para editais, chamamentos públicos e prêmios que serão distribuídos em 16 áreas temáticas. Entre elas estão Audiovisual, Mostras e festivais, Memória, Patrimônio, Circo, Teatro, Música, Dança, Equipamentos Culturais, Literatura, Feiras, Quadrinhos, Artes Visuais. Áreas que representam toda a diversidade e a riqueza do estado, como as culturas populares e tradicionais, vão receber maior parte do recurso, cerca de 16% do montante, o que corresponde a R$ 32,7 milhões.

A Secult e suas vinculadas: Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, Fundação Clóvis Salgado, Fundação de Artes de Ouro Preto e Empresa Mineira de Comunicação; além do Conselho de Política Cultural, Fórum Permanente de Cultura, Fórum de Gestores Municipais, Fórum de Conselhos Municipais e demais participantes da Comissão Executiva e sociedade civil estão em mutirão construindo juntos os editais. Saiba mais sobre a distribuição de recursos.

 

 

 

 

 

Por: Cultura.mg

 

 

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Economia

Dólar se afasta de mínimas com foco em negociações nos EUA

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O dólar fechou em leve queda ante o real nesta quinta-feira, mas ficou longe das mínimas da sessão, refletindo persistentes incertezas sobre mais ajuda fiscal nos EUA antes da eleição norte-americana.

A divisa chegou a cair quase 1% no começo da tarde, antes de recobrar fôlego em meio à instabilidade nos mercados externos e a um pregão de dólar em alta contra outros rivais.

A cotação negociada no mercado à vista caiu 0,38%, a R$ 5,594 na venda  – após oscilar entre alta de 0,19% (para R$ 5,627) e queda de 0,95% (a R$ 5,563).

No exterior, moedas emergentes pares do real tinham desempenho misto, enquanto o índice do dólar frente a uma cesta de seis rivais de países ricos subia 0,25%, deixando as mínimas em sete semanas atingidas na véspera.

Apesar de a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, continuar a dizer que as tratativas estavam fazendo progresso, comentários do presidente Donald Trump feitos na quarta-feira colocaram em dúvidas o desenrolar das negociações.

No Twitter, Trump acusou democratas de não estarem dispostos a encontrar um acordo aceitável, em meio à profunda oposição entre os parlamentares do próprio partido do presidente do Senado a um novo pacote de estímulo.

O entrevero reforça avaliações do mercado de que uma vitória democrata na eleição de 3 de novembro tende a ser mais positiva para ativos de risco.

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“As moedas emergentes já estão tendo um rali em antecipação, portanto, a direção da viagem é clara”, comentou no Twitter Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês).

“Mais fundamentalmente, menos incerteza política e menos ênfase na desglobalização são (fatores) positivos para a demanda global e os preços das commodities. Isso é bom para os mercados emergentes”, completou.

Um índice de moedas emergentes acumula alta de 1,9% em outubro, a caminho do melhor desempenho mensal desde dezembro de 2019.

O real também se valoriza, mas apenas 0,43%, ficando bem aquém de vários de seus pares. E analistas avaliam que, embora o exterior possa oferecer algum “colchão”, os temas domésticos, sobretudo do lado fiscal, vão continuar pesando sobre a divisa no curto prazo.

“O valuation (preço relativo) está atrativo, o que poderia dar algum suporte ao real num cenário (doméstico) negativo, mas tampouco vejo a moeda como o melhor ativo num cenário positivo, diante do juro baixo e do overhedge [cobertura adicional ao valor do próprio investimento], para citar alguns motivos”, disse Bernardo Zerbini, um dos responsáveis pela estratégia da gestão macro da gestora AZ Quest.

O juro baixo reduz a atratividade da renda fixa brasileira aos olhos dos investidores estrangeiros, o que prejudica o cenário para fluxo cambial –afetando, assim, a perspectiva para ingresso de dólares no mercado doméstico.

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Já o desmonte do overhedge – proteção cambial adicional adotada por bancos e cuja eficiência foi colocada em xeque diante de mudanças, anunciadas neste ano, em regras tributárias -pode implicar compra de mais cerca de US$ 15 bilhões até o fim do ano, segundo cálculos de algumas instituições financeiras, num período já tradicionalmente marcado por pressão cambial devido a saídas de recursos.

Enquanto isso, seguem os receios sobre as contas públicas. Autoridades do governo, entre elas o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçaram nos últimos dias a defesa das regras fiscais, mas o mercado continua preocupado com riscos de alguma flexibilização, principalmente, no dispositivo do teto de gastos, que limita o aumento de gastos à inflação.

“Nosso cenário-base contempla cumprimento do teto, mas também com algum risco de um ‘drible minimamente controlado’, se é que é possível dizer isso”, disse Helena Veronese, economista-chefe na Azimut Brasil Wealth Management, para quem um “rompimento” sem constrangimento do limite de despesa imposto pelo mecanismo poderia levar o dólar para perto de R$ 6.

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