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Braga Netto se aproxima de base aliada ao governo no Congresso

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Jair Bolsonaro e Braga Netto
Reprodução: Clauber Cleber Caetano/PR – 27/06/2022

Jair Bolsonaro e Braga Netto

Prestes a ser confirmado como vice na chapa de reeleição de Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro da Defesa, general Walter Braga Netto (PL) , se reuniu nesta quinta-feira com senadores aliados ao governo no Congresso. O presidente quer que o militar se aproxime de parlamentares e atue na interlocução dos estados, compartilhando estratégias de campanha do titular do Palácio do Planalto.

Na conversa, o general pediu aos congressistas que procurassem prefeitos de suas bases eleitorais para reforçar, principalmente, como o governo atuou para socorrer financeiramente os municípios durante a pandemia da Covid-19. A ideia é que estes prefeitos ajudem a reforçar o discurso de campanha de Bolsonaro .

O ex-ministro ainda pediu empenho para divulgar ações do governo voltadas para mulheres . O eleitorado feminino tem sido o foco principal da campanha após pesquisas de intenção de voto mostrarem maior rejeição a Bolsonaro neste grupo .

Participaram do almoço os senadores Wellington Fagundes (PL-MT), Carlos Portinho (PL-RJ), líder do governo na Casa, Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso, e Carlos Viana (PL-MG). O convite para o encontro foi feito por Fagundes, líder do bloco parlamentar Vanguarda e candidato à reeleição no Mato Grosso.

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“E muito importante esse diálogo porque permite que possamos levar o sentimento das nossas bases para o êxito da campanha à reeleição do presidente Bolsonaro”, disse Fagundes, líder do bloco parlamentar que conta com o partido de Bolsonaro e o PTB.

Outro ponto tratado pelo ministro foi sobre a reforma agrária. Aos parlamentares, Braga Netto disse que o Movimento Sem Terra (MST) perdeu força por causa da atuação do governo Bolsonaro, que zerou as desapropriações de terra e, em contrapartida, passou a regularizar títulos de propriedades a assentados.

Apresentação

Braga Netto, segundo relatos ao GLOBO, usou a reunião para se apresentar, contou sua trajetória no Exército e se colocou à disposição, mas evitou falar como vice de Bolsonaro na reeleição.

Como mostrou o GLOBO, o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil se tornou um subcoordenador da campanha após a campanha diagnosticar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estava sobrecarregado. Aos senadores, Braga Netto disse que está elaborando as diretrizes para um eventual segundo mandato, mas disse que o programa já está adiantado. Na ocasião, ele quis saber a opinião dos senadores no estado e disse querer ouvir sugestões para ganhar a reeleição.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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