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Bolsonaro tenta manter a polarização pensando na reeleição em 2022

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IstoÉ

Jair Bolsonaro ao microfone arrow-options
Alan Santos/PR

Polarização interessa a Jair Bolsonaro


Jair Bolsonaro transformou seus primeiros meses de gestão numa campanha eleitoral permanente. Nada indica que vá mudar. Precisa deste clima bélico. Foi assim que passou 28 anos na Câmara dos Deputados. Como projeto pessoal é perfeito. O problema é que ele agora ocupa o Palácio do Planalto. E o Brasil passa pela crise econômica mais grave da história republicana.

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O presidente não gosta das tarefas administrativas e políticas inerentes ao cargo. É pouco afeito ao trabalho, não lê os projetos, desconhece as questões estruturais que impedem a retomada econômica, busca explicações simplistas para problemas complexos, ignora a dinâmica do mercado internacional, bem como as revoluções tecnológicas e o novo padrão de desenvolvimento mundial. Despreza o conhecimento histórico e desdenha dos artistas e intelectuais. Prefere os salamaleques do poder, as benesses, os privilégios. E como não tem uma equipe que consiga manter em bom funcionamento a máquina governamental — além dos péssimos resultados especialmente na área econômica — tem de, a todo o momento, desviar a atenção do País para questões menores.

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Ora ataca gratuitamente Chico Buarque, ora o alvo passa a ser o seu próprio partido, o PSL. Isto quando não resolve mirar nos governadores dos dois estados politicamente mais importantes da federação: São Paulo e Rio de Janeiro.

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Despreparado, sem experiência administrativa, com pífia base partidária, desconhece os objetivos que pretende atingir na sua gestão. Não tem um projeto de governo. Mesmo assim — e não é de hoje — proclama aos quatro ventos que pretende ser candidato à reeleição . Isto faz com que tenha de manter um clima de constante polarização.

Desta forma, evita o debate no campo das ideias e despolitiza o enfrentamento com as oposições. Esta estratégia tem prazo de validade. Dá certo fôlego no início. Mesmo assim as pesquisas mostram que a receptividade popular tem sido negativa: 55% dos brasileiros não confiam no presidente — isto em apenas nove meses de governo, caso único desde a redemocratização.

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A polarização cobra um alto preço. Empobrece o debate político. Tenciona o País.  A insistência permanente no confronto, ao invés de buscar a formação de uma sólida maioria parlamentar com um programa reformista, satisfaz apenas a minoria neofascista dos bolsonaristas de raiz, mas não conduz à governabilidade. E neste embate o Brasil perde. Já os extremistas ganham. É tudo o que Bolsonaro e Lula desejam: tornar 2022 uma repetição de 2018.

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Gentili se reúne com ex-marqueteiro de Bolsonaro por candidatura em 2022

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Danilo Gentili pode concorrer à presidência em 2022
Reprodução/SBT

Danilo Gentili pode concorrer à presidência em 2022

Danilo Gentili deve concorrer à presidência em 2022. O apresentador teria se reunido, neste sábado (10), com o ex-marqueteiro de Bolsonaro, André marinho, além de membros do MBL (Movimento Brasil Livre). As informações são da jornalista Mônica Bergamo.

O MBL vê como trunfo o fato de Gentili grande alcance entre os jovens. O apresentador seria importante para tirar votos de Jair Bolsonaro (sem partido), em uma tentativa do grupo de tirar o atual presidente do segundo turno .

Segundo a jornalista, líderes do MBL , como Renan Santos e o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) pretendem se agregar em um mesmo partido em 2022 para as candidaturas a cargos eletivos. Nessa estratégia, Gentili seria um bom ‘puxador de votos’.

O grupo teria se animado com a provável candidatura de Gentili após o  ex-juíz e ministro da Justiça, Sergio Moro, dizer que votaria no apresentador.

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