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Bolsonaro se reúne hoje com embaixadores para atacar urnas eletrônicas

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Presidente Jair Bolsonaro (PL)
Wilson Dias/Agência Brasil – 20/06/2022

Presidente Jair Bolsonaro (PL)

Nesta segunda-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (PL) vai  se reunir com embaixadores estrangeiros em Brasília para tentar apresentar aos representantes a tese dele — nunca comprovada e  já refutada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — de que houve fraudes nas eleições brasileiras.

De acordo com o mandatário, cerca de 40 diplomatas já confirmaram presença na reunião, que vai ocorrer no Palácio da Alvorada. No encontro, Bolsonaro disse que pretende fazer uma apresentação com documentos sobre os resultados das eleições de 2014 e 2018.

“Não vou supor nada, o foco é na transparência eleitoral. Fazer com que uma vez acabando as eleições, ninguém duvide da mesma e o perdedor imediatamente ligue para o bom ganhador. Essa que é a ideia. Temos mecanismos de praticamente zerar qualquer interferência, diferentemente do que é dito no inquérito da PF de 2018 por documentos fornecidos pelo TSE”, disse o presidente a apoiadores.

Recentemente, Bolsonaro tem aumentado as críticas ao TSE, principalmente a Fachin, sobre a participação das Forças Armadas no processo de fiscalização das urnas eletrônicas . O chefe do Executivo alega que a Corte ignora os questionamentos enviados pelos militares e que não abre espaço para um diálogo com os técnicos das Forças.

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Na reunião, Bolsonaro deve tentar reapresentar informações de um  inquérito sigiloso da PF sobre as eleições de 2018 que não mostrou qualquer ocorrência de fraude na totalização dos votos.

O documento já foi usado anteriormente pelo presidente para  atacar o processo eleitoral durante uma live. Na ocasião, ele disse que provaria que houve fraude nas eleições, mas não apresentou nenhuma prova concreta que o sistema apresenta falhas.

Bolsonaro chegou até mesmo a ser investigado por divulgar um inquérito sigiloso da PF .

Testes realizados pela Comissão Avaliadora do Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação (TPS) demonstram a maturidade do sistema eleitoral brasileiro. 

O texto apresentado ao ministro Edson Fachin, presidente do TSE, no final de maio também informa que as urnas eletrônicas transmitem segurança e confiabilidade ao eleitor.

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O relatório também apresenta ao TSE sugestões de melhorias para que o órgão consiga aprimorar o seu sistema eleitoral. Entre as recomendações estão: facilitar o acesso da documentação das barreiras do sistema aos investigadores; ajustar o ambiente físico para a realização dos testes; e aprimorar a publicidade dos Boletins de Urna, substituindo a criptografia, que é aplicada atualmente, pela assinatura eletrônica.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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