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Bolsonaro se reúne com Justus para falar sobre estratégias de campanha

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Bolsonaro se reúne com Roberto Justus para tratar de ideias para a campanha
Montagem iG / Imagens: Wilson Dias/Agência Brasil e Wikimedia Commons

Bolsonaro se reúne com Roberto Justus para tratar de ideias para a campanha

Pressionado pelo mau desempenho nas pesquisas, em que aparece atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu o empresário Roberto Justus em Brasília há cerca de duas semanas. A reunião aconteceu no Palácio da Alvorada e não foi registrada na agenda presidencial.

Na ocasião, Justus conversou por mais de uma hora com o titular do palácio do Planalto sobre as suas percepções a respeito do cenário eleitoral atual e sugeriu estratégias de comunicação que poderiam ser adotadas pela campanha. Interlocutores avaliaram que o saldo do encontro foi positivo.

O empresário, que declarou voto no presidente em 2018 , disse ao GLOBO que foi à Brasília a convite do atual coordenador de comunicação da campanha à reeleição, Fábio Wajngarten, e do empresário bolsonarista Luciano Hang.

“Fui convidado para colocar um pouco a minha visão e opiniões sobre o Brasil do momento, sobre eleição. Como eles acham que eu tenho uma boa visão das coisas, queriam que eu batesse um papo com o presidente. Eles estão ouvindo bastante gente”, contou.

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Justus afirmou que Bolsonaro foi “simpático”, “receptivo” e classificou o encontro como uma “contribuição” para o presidente. O empresário conta que não tratou objetivamente sobre suas preferências eleitorais, tampouco sobre uma eventual vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano, mas disse que o presidente sabe que conta com o seu apoio.

“Ele sabe. Mas não chegamos a falar de Lula, falamos de Brasil. Se estou na frente dele dando minhas opiniões, tentando contribuir, ele sabe que eu sou totalmente contra (à eleição do Lula) […] Ele não me perguntou se eu estou apoiando ou não, mas a minha ida até lá mostra que eu tenho uma preferência”, disse Justus ao GLOBO.

Justus reiterou estar à disposição para novas contribuições, mas rechaçou a possibilidade de trabalhar para a campanha efetivamente. Ele também descartou a possibilidade de doar qualquer quantia para ajudar no projeto de reeleição.

“Isso (doação) eu nunca fiz e nunca farei. Posso ajudar com ideias, apoio, mas com doação nunca farei. Não tenho interesse”, disse.

Em 2018, Roberto Justus participou de um vídeo de apoio ao então candidato Jair Bolsonaro . Na gravação, compartilhada à época nas redes sociais de Bolsonaro, o empresário diz que o então deputado federal era “polêmico”, mas deve ter se arrependido de algumas declarações feitas. Além disso, o descreveu como um candidato “correto”, com “boas ideias” e com “liberdade” para montar uma boa equipe.

Em 2021, no entanto, Justus criticou a condução da pandemia pelo governo federal. O posicionamento, no entanto, foi adotado apenas depois de ter um áudio relativizando a gravidade da pandemia vazado . Na gravação, ele reafirmava posicionamentos de Bolsonaro, como a defesa do isolamento apenas de idosos e pessoas com comorbidade. Também criticou o lockdown por receio dos efeitos econômicos. Para se defender do conteúdo vazado, Justus chegou a dizer em entrevistas que Bolsonaro exagerou ao sair em público durante a pandemia e que teria apressado o governo por decisões se soubesse da gravidade do vírus.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
Reprodução

Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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