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Bolsonaro diz que recolheu todas as gravações de áudio de seu condomínio

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Jair Bolsonaro em live arrow-options
Reprodução/Facebook

Nesta semana, Bolsonaro fez uma live e atacou a TV Globo após reportagem que ligou ele à morte de Marielle Franco

O presidente da República, Jair Bolsonaro , afirmou neste sábado (2) que recolheu todas as gravações de áudio de seu condomínio na Barra da Tijuca. “Nós pegamos antes que fosse adulterado, pegamos lá toda a memória da secretária eletrônica, que é guardada há mais de anos, a voz não é minha. Não é o seu Jair”, afirmou.

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Bolsonaro disse ainda que “acionou” o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para tratar do caso junto ao procurador-geral da República, Augusto Aras. “O tratamento com Aras foi via ministro da Justiça”.

Ele também acusou o delegado da Polícia Civil responsável pelo Caso Marielle de ser “amiguinho” do governador do Rio, Wilson Witzel – apontado pelo presidente como o responsável do vazamento do depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra. Bolsonaro e Witzel têm trocado farpas desde que a reportagem da TV Globo que liga o presidente ao caso Marielle foi ao ar.

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Bolsonaro é vizinho do policial militar aposentado Ronnie Lessa, preso por ser o principal suspeito de assassinar a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista Anderson Gomes. De acordo com o depoimento do porteiro do condomínio , o outro suspeito dos assassinatos, o ex-PM Élcio de Queiroz, disse, na portaria do Vivendas da Barra, em 14 de março de 2018, que iria para a casa de número 58, que pertence ao presidente Bolsonaro. De dentro da casa do então deputado federal, alguém teria liberado a sua entrada. Queiroz então teria ido à casa de Lessa para, horas depois, ambos assassinarem Marielle.

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O presidente se diz vítima de perseguição da mídia e da oposição e reiterou que estava em Brasília, e não na sua casa, no dia 14 de março de 2018.

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Após ser alvo de representação, Kajuru desafia Flávio no Conselho de Ética

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro

Após ser representado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética nesta segunda-feira (12), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que desafia o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um escrutínio do colegiado. Flávio é investigado no inquérito das “rachadinhas”, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Kajuru disse que riu ao saber da representação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética. O filho do presidente alegou que o colega de Senado teve uma “conduta imoral” ao gravar Bolsonaro sem consentimento e divulgar o áudio em que ele falava sobre a criação da CPI da Pandemia.

“Eu ri, eu ri, o que posso fazer? Nessa hora, você tem que rir. Para mim, foi motivo de dar risada logo ele, entre 81 senadores, o que me representa no Conselho de Ética é quem exatamente deveria estar no Conselho de Ética? Porque eu nunca fui acusado de crime. Nenhuma esfera da Justiça nunca me denunciou por nada, nem na minha vida jornalística, nem na minha vida política. A Polícia Federal nunca foi na minha casa às 6h30 da manhã, eu nunca fui manchete negativa do Jornal Nacional. Eu fiz um convite a ele: Já que ele me quer no conselho de ética, eu também faço o mesmo convite: vamos juntos, vamos ver se você tem coragem de ir lá e explicar uma denúncia grave contra você”, disse Kajuru.

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O senador reafirmou que está tranquilo sobre a apuração do Conselho de Ética e colocou a quebra do sigilo telefônico à disposição.

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“Ele (Bolsonaro) não só sabia (que estava sendo gravado) como respondeu pra mim: ‘Kajuru, não tenho nada a esconder’, quando comuniquei a ele que ia para o ar às 12h40. Pode abrir o sigilo telefônico dos dois. Vamos ver quem está falando a verdade. Estou tranquilíssimo, consciência limpa, fiz a minha missão e a cumpri de forma completamente honesta e indiscutível e insofismável”, disse.

Kajuru minimizou o fato de o Cidadania convidá-lo a deixar o partido. O senador disse que partiu dele a sinalização que abandonaria da legenda por divergir da cúpula. Kajuru disse que é independente e negocia sua ida para o Podemos.

“Eu os avisei hoje cedo. Há três meses estou acertando com o senador Álvaro Dias para ir para o Podemos. Eu só continuei no Cidadania por respeito por admiração ao Alessandro (Vieira, senador), a Eliziane (Gama, senadora) e ao carinho do Roberto Freire, mas eu não sou obrigado a concordar com tudo o que o Roberto Freire quer. Quando eu vi que tinha gente do partido contra a CPI (que inclui Estados e municípios) eu me decepcionei, acabou o casamento. Com o acontecimento de hoje, eu me antecipei: podem me expulsar, fazer o que quiser, eu não estou nem aí. Quero ir para o Podemos”, disse Kajuru. “Eu fiquei feliz. Foi a melhor notícia da minha vida hoje foi essa. Estou livre para ir para o partido que eu quero”, completou.

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