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Bolsonaro diz que receberá dose contra a Covid-19 “se acharem que devo vacinar”

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Bolsonaro mudou novamente discurso sobre tomar vacina contra a Covid-19
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro mudou novamente discurso sobre tomar vacina contra a Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste sábado (3) que, se recomendarem que seja vacinado contra a Covid-19 , ela vai fazer isso, mas que prefere que alguém que ainda não recebeu uma dose seja imunizado antes dele. Bolsonaro usou como justificativa o fato de já ter contraído o novo coronavírus (Sars-CoV-2), o que, segundo ele, já o fez se tornar imune. A vacina, no entanto, é indicada mesmo para quem foi contaminado. As informações são do jornal Folha de S. Paulo .

“Já estou imunizado com o vírus. Se acharem que devo vacinar, vacino, não tem problema nenhum. Mas acho que esta vacina minha tem que ser dada para alguém que ainda não contraiu o vírus e corre um risco muito, mas muito maior que o meu”, disse Bolsonaro ao conversar com jornalistas após sair para tomar sopa junto junto ao novo ministro da Defesa, general Braga Netto .

Também neste sábado (3), o ex-presidente Lula (PT), de 75 anos, tomou a segunda dose da vacina contra a Covid-19, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista . O petista é considerado um possível rival de Bolsonaro para a disputa eleitoral de 2022 e fez o presidente mudar seu discurso em relação às vacinas.

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Em vídeo em rede social, Lula aconselhou o governo federal a “ouvir a ciência” no combate à pandemia da Covid-19.

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Em sua live de quinta-feira (1º), Bolsonaro disse que queria ser o último brasileiro a ser vacinado. “Depois que o último brasileiro for vacinado, se estiver sobrando uma vacina, daí eu vou decidir se vacino ou não”, disse. Desde que Lula voltou a ser um potencial candidato, o presidente se equilibra entre a defesa da vacinação e os acenos a sua base eleitoral mais radical.

Antes disso, porém, Bolsonaro afirmou várias que não seria imunizado e incentivou que seus seguidores também não fizessem isso. “Eu digo pra vocês: eu não vou tomar. É um direito meu”, disse o presidente durante live em 26 de novembro do ano passado.

Ele também deu declaração parecida no dia 15 de dezembro, em entrevista ao Brasil Urgente , da Band. “Eu não vou tomar vacina e ponto final. Minha vida está em risco? O problema é meu.”

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Dois dias depois, em discurso em Porto Seguro (BA), voltou ao assunto. “A vacina uma vez certificada pela Anvisa vai ser extensiva a todos que queiram tomar, eu não vou tomar”, afirmou Bolsonaro na mesma cerimônia em que disse que quem tomasse a vacina da Pfizer poderia virar jacaré.

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Após ser alvo de representação, Kajuru desafia Flávio no Conselho de Ética

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro

Após ser representado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética nesta segunda-feira (12), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que desafia o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um escrutínio do colegiado. Flávio é investigado no inquérito das “rachadinhas”, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Kajuru disse que riu ao saber da representação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética . O filho do presidente alegou que o colega de Senado teve uma “conduta imoral” ao gravar Bolsonaro sem consentimento e divulgar o áudio em que ele falava sobre a criação da CPI da pandemia .

“Eu ri, eu ri, o que posso fazer? Nessa hora, você tem que rir. Para mim, foi motivo de dar risada logo ele, entre 81 senadores, o que me representa no Conselho de Ética é quem exatamente deveria estar no Conselho de Ética? Porque eu nunca fui acusado de crime. Nenhuma esfera da Justiça nunca me denunciou por nada, nem na minha vida jornalística, nem na minha vida política. A Polícia Federal nunca foi na minha casa às 6h30 da manhã, eu nunca fui manchete negativa do Jornal Nacional. Eu fiz um convite a ele: Já que ele me quer no conselho de ética, eu também faço o mesmo convite: vamos juntos, vamos ver se você tem coragem de ir lá e explicar uma denúncia grave contra você”, disse Kajuru.

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O senador reafirmou que está tranquilo sobre a apuração do Conselho de Ética e colocou a quebra do sigilo telefônico à disposição.

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“Ele (Bolsonaro) não só sabia (que estava sendo gravado) como respondeu pra mim: ‘Kajuru, não tenho nada a esconder’, quando comuniquei a ele que ia para o ar às 12h40. Pode abrir o sigilo telefônico dos dois. Vamos ver quem está falando a verdade. Estou tranquilíssimo, consciência limpa, fiz a minha missão e a cumpri de forma completamente honesta e indiscutível e insofismável”, disse.

Kajuru minimizou o fato de o Cidadania convidá-lo a deixar o partido. O senador disse que partiu dele a sinalização que abandonaria da legenda por divergir da cúpula. Kajuru disse que é independente e negocia sua ida para o Podemos.

“Eu os avisei hoje cedo. Há três meses estou acertando com o senador Álvaro Dias para ir para o Podemos. Eu só continuei no Cidadania por respeito por admiração ao Alessandro (Vieira, senador), a Eliziane (Gama, senadora) e ao carinho do Roberto Freire, mas eu não sou obrigado a concordar com tudo o que o Roberto Freire quer. Quando eu vi que tinha gente do partido contra a CPI (que inclui Estados e municípios) eu me decepcionei, acabou o casamento. Com o acontecimento de hoje, eu me antecipei: podem me expulsar, fazer o que quiser, eu não estou nem aí. Quero ir para o Podemos”, disse Kajuru. “Eu fiquei feliz. Foi a melhor notícia da minha vida hoje foi essa. Estou livre para ir para o partido que eu quero”, completou.

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