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Bolsonaro diz que ‘contato com Putin é excelente’

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O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o presidente russo, Vladimir Putin, durante visita a Moscou
Alan Santos/Presidência – 16/02/2022

O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o presidente russo, Vladimir Putin, durante visita a Moscou

Nesta sexta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o contato com o mandatário russo, Vladimir Putin, é “excelente” e que o diálogo com o país fez com que o Brasil não ficasse sem fertilizantes.

“Se eu não mantivesse a posição de equilíbrio, vocês acham que ia ter fertilizantes no Brasil? Nosso contato com o presidente Putin é 10! É excelente” disse o chefe do Executivo em conversa com jornalistas em Brasília.

Na ocasião, Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Adolfo Saschida (Minas e Energia) e Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), e mencionou uma conversa que teve com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky , na última segunda-feira (18).

“Ele desabafou muita coisa e eu não retruquei. Mantive a posição de estadista. […] Nós não vamos aderir a essas sanções. E continuamos no equilíbrio”, afirmou Bolsonaro.

Em entrevista à TV Globo no dia seguinte, entretanto, o ucraniano criticou a “postura de neutralidade” de Bolsonaro em relação à guerra .

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“Eu não apoio a posição dele de neutralidade. Eu não acredito que alguém possa se manter neutro quando há uma guerra no mundo”, disse Zelensky.

Hoje, Bolsonaro também disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é o “local adequado” para resolver o conflito. “Se eu pudesse resolver, já teria resolvido”, acrescentou, dizendo ter conversado com o presidente dos EUA, Joe Biden, sobre a guerra. “[A relação com os] Estados Unidos tá voltando à normalidade.”

No início da invasão russa ao território ucraniano , Bolsonaro recebeu diversas críticas por  viajar até a Rússia para encontrar Putin em meio ao cenário de guerra no país governado por Zelensky. 

A viagem começou a ser planejada ainda em dezembro de 2021. Na ocasião, Putin disse que gostaria de estreitar a cooperação com o Brasil em diversas áreas. Depois disso, os presidentes já conversaram por telefone para negociar o envio de fertilizantes ao Brasil .

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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