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Bolsonaro desembarca em Brasília após quatro dias no Guarujá

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IstoÉ

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Bolsonaro voltou das férias no Guarujá, em São Paulo, nesta segunda-feira (13).

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou, na tarde de nesta segunda-feira (13), em Brasília, após passar quatro dias descansando no Guarujá , litoral paulista. Ao chegar na portaria do Palácio do Alvorada, como costuma fazer, o presidente desceu do carro para falar com turistas, inclusive um grupo de franceses que o aguardava.

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Em visita à capital do país, os franceses haviam chegado um pouco antes para conhecer o Alvorada. Ao serem informados que Bolsonaro antecipou o retorno e estava a caminho do local, eles decidiram permanecer para conhecê-lo.

Numa breve conversa, de acordo com o guia Juan Hermida, que acompanhava os turistas estrangeiros, o presidente perguntou como está a França e eles citaram a greve geral no país contra a reforma da Previdência . Eles também trocaram cumprimentos e tiraram fotos.

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Bolsonaro deve permanecer o resto do dia no Palácio do Alvorada . Na agenda oficial, não consta nenhum compromisso. Amanhã (14), o presidente comanda a primeira reunião ministerial de 2020.

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POLÍTICA

Bolsonaro diz que deportação de brasileiros é direito dos EUA

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Alan Santos/PR

Bolsonaro falou com a imprensa na Índia

O presidente Jair Bolsonaro comentou neste sábado a autorização dada pelo Brasil para que os EUA executem a deportação de brasileiros que tentaram entrar sem documentos no país. É a primeira vez que o governo brasileiro dá luz verde para a deportação em massa de brasileiros, segundo diplomatas, indicando a mudança de diretriz implementada por Bolsonaro, que se orgulha de manter relações próximas com o presidente americano, Donald Trump.

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Em Nova Délhi, onde faz uma visita de Estado de três dias à Índia, Bolsonaro indicou que entende a política americana e que não irá se esforçar para evitar as deportações de brasileiros que tentam entrar de forma irregular nos EUA.

“O que eu falar aqui vai dar polêmica: eu acho que qualquer país, as suas leis têm que ser respeitadas. Qualquer país do mundo onde pessoas estão lá de forma clandestina é um direito daquele chefe de Estado, usando da lei, devolver esses nacionais”, afirmou

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Bolsonaro disse que não conversou com o presidente Trump sobre o tema, que está sendo tratado pelo Itamaraty.

“De vez em quando converso com ele, outros assuntos, esse não foi tratado em uma conversa pessoal com ele. Lamento que brasileiros que foram buscar novas oportunidades lá fora voltem deportados. Lamento, mas é a política e temos que respeitar a soberania de outros países”.

Questionado se o governo ajudaria países estrangeiros a identificar brasileiros que estão em situação irregular, Bolsonaro disse que não, “quem tem que identificar é o país de destino”. O presidente aproveitou para voltar a criticar a Lei de Migração sancionada em 2017, em substituição ao antigo Estatuto do Estrangeiro, que havia sido estabelecido durante a ditadura militar.

Os EUA iniciaram a deportação em massa de brasileiros em outubro, com 70 brasileiros enviados de El Paso, no Texas, para Belo Horizonte. No início da madrugada deste sábado, desembarcou em Belo Horizonte um voo fretado do governo americano com uma nova leva de 80 a cem brasileiros.

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“Se você for ler a nossa lei de imigração, nenhum país do mundo tem isso que nós temos lá. É uma vergonha a nossa lei de imigração. Eu fui o único a votar contra, foi simbólico, e o único a discursar contra quando ela foi elaborada e votada. Fui muito criticado pela mídia. O pessoal chega no Brasil com mais direitos do que nós. Então isso não pode acontecer. Afinal de contas, nós devemos preservar o nosso país. E se abrir as portas, como está previsto na lei de imigração, o país pode receber um fluxo de gente muito grande e com muitos direitos”.

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