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Bolsonaro define apoio a Ibaneis Rocha no Distrito Federal

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Bolsonaro define apoio a Ibaneis Rocha no Distrito Federal
Divulgação/Ibaneis Rocha

Bolsonaro define apoio a Ibaneis Rocha no Distrito Federal

O presidente  Jair Bolsonaro bateu o martelo nesta segunda-feira sobre o seu palanque na capital do país. Em uma reunião no Palácio do Planalto, Bolsonaro definiu com seus aliados que o atual governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), seguirá como candidato à reeleição, sua ex-ministra Flávia Arruda (PL), será a candidata da aliança pelo Senado, e o ex-governador do DF José Roberto Arruda (PL), lançará sua candidatura a deputado federal.

Para que a aliança fosse definida, a ex-ministra Damares Alves (Republicanos) precisou retirar a sua candidatura ao Senado, lançada no sábado. Todos os quatro estavam presentes na reunião com o presidente. 

Ao final do encontro, José Arruda, Flávia Arruda e Ibaneis Rocha desceram juntos para falar com a imprensa. Damares desceu sozinha poucos minutos antes sem dar declarações. Procurada pelo GLOBO a assessoria de imprensa da Damares Alves confirmou sua saída da disputa pelo Senado.

“Saímos com uma aliança consolidada dependendo de pequenos ajustes que serão feitos no decorrer da semana para que a gente possa todo mundo estar unido em torno da nossa candidatura à cidade”, afirmou Ibaneis a jornalistas, afirmando que também conversará com o Republicanos sobre a chapa

Pelo cenário exposto, não se sabe ainda como ficará a situação do empresário Paulo Otávio, que vinha conversando com diferentes grupos políticos da capital e também pleiteava o apoio do presidente para uma vaga no Congresso Nacional, de preferência no Senado.

O governador chegou ao Palácio do Planalto pouco antes das 18h. Ele afirmou a jornalistas que foi chamado de última hora pelo gabinete do presidente. Cerca de uma hora antes, José Arruda também chegou ao Planalto.

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Uma decisão liminar (provisória) do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu os direitos políticos do ex-governador sob o argumento de que ainda é preciso esperar a palavra final sobre quem pode ser beneficiado com as mudanças que afrouxaram a Lei de Improbidade Administrativa. Com a sua elegibilidade recuperada, Arruda embolou o meio de campo das articulações de Bolsonaro na capital.

Após a liminar, Arruda passou a articular uma nova candidatura ao Palácio do Buriti. A aposta do ex-governador era que o apoio de Bolsonaro seria capaz de fazer frente politicamente a Ibaneis, que figura como favorito na corrida eleitoral local.

Ibaneis tinha um compromisso com a ex-ministra Flávia Arruda, como sua candidata ao Senado. Para confirmar o apoio, porém, ele pediu que José Arruda declarasse publicamente que não seria candidato ao governo. As articulações do ex-governador para disputar o Buriti irritaram o emedebista, que decidiu então anunciar a sua chapa sem a presença do PL, selando o apoio à candidatura de Damares Alves ao Senado.

“A ministra Damares estava presente na conversa e recuou em torno dessa aliança. Então agora é uma definição dela e do partido [para definir] se sairá a alguma coisa, mas eu quero dizer que a ministra Damares e eu sempre dialogamos, como eu sempre disse, em torno do nosso propósito que era o Distrito Federal e a aliança com o presidente Bolsonaro”, afirmou Flávia Arruda na saída do Planalto.

“Essa aliança é no recuo da ministra Damares ao Senado. Dois recuos importantes e fundamentais”, completou, em referência também ao recuo do seu marido, José Arruda, na candidatura ao governo.

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Sem o apoio do Planalto, Arruda já estava sendo aconselhado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a concorrer a uma vaga na Câmara. Ibaneis lançou sua candidatura como um palanque bolsonarista no Distrito Federal, já que conta com a deputada Celina Leão (PP) como vice. 


A composição teve a bênção do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), que declarou durante o evento de lançamento, na quarta-feira, que a chapa é uma “união de Bolsonaro com Ibaneis”.

Arruda, no entanto, ainda não tem a sua elegibilidade garantida. A situação deve ser resolvida no próximo dia 3 de agosto, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se as novas regras da Lei de Improbidade Administrativa têm efeito retroativo, ou seja, se valem para réus condenados antes das alterações, aprovadas em outubro do ano passado.

Aos jornalistas, Arruda afirmou que está “satisfeito” com a aliança e que espera que sua elegibilidade seja mantida até as eleições.

“Eu espero que sim, mas até por isso a candidatura federal é mais conveniente. Se houver algum percalço, que eu espero que não haja, eu não prejudicarei a aliança maior. A aliança maior é entre os dois (Flávia Arruda e Ibaneis), que está selada com o meu total apoio”, declarou Arruda.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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