conecte-se conosco


POLÍTICA

Bolsonaro dá cargo para secretário que foi demitido por andar em avião da FAB

Publicado

source
José Vicente Santini é o mais novo secretário-geral da Presidência da República
Rosinei Coutinho / STF

José Vicente Santini é o mais novo secretário-geral da Presidência da República

Nesta segunda-feira (08),  José Vicente Santini  foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para exercer o cargo de secretário-executivo da  Secretaria-Geral da Presidência da República . Ele havia sido demitido após usar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para se locomover até a Índia. As informações foram apuradas pelo R7. 

Durante viagem, o funcionário público estava em companhia do ministro interino, pois o  Onyx Lorenzoni , titular da Casa Civil estava de férias. Segundo as informações divulgadas pela Casa Civil, o uso da aeronave da FAB , “seguiu os critérios definidos na legislação vigente”, porém, Bolsonaro considerou ação como um desrespeito e demitiu Santini logo em seguida. 

Por conseguinte, nesta segunda mesmo, Bolsonaro assinou a portaria que autoriza a volta de Santini ao quadro de funcionários da administração federal. 

Leia mais:  Histórico de viradas em São Paulo: qual a chance real de vitória do Boulos?

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA

Lira rebate críticas à proposta de imunidade parlamentar: “Não é PEC impunidade”

Publicado

por

source
PEC sobre imunidade parlamentar foi desenvolvida por grupo indicado pelo presidente da Câmara
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

PEC sobre imunidade parlamentar foi desenvolvida por grupo indicado pelo presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quarta-feira que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da imunidade parlamentar “não é a PEC da impunidade”.

Pouco antes de o plenário iniciar sessão sobre o assunto, Lira reagiu às críticas de que o texto seria elaborado para evitar qualquer punição a deputados e senadores.

O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que comanda o início do debate, afirmou que apenas a “admissibilidade” da proposta seria votada nesta quarta-feira.

Apresentada na terça-feira, a PEC gerou polêmica e provocou reações de partidos como PSOL, Novo, Cidadania, Rede e Podemos. Essas legendas tentam barra a deliberação do tema a toque de caixa.

Se a PEC já estivesse em vigor, o deputado Daniel Silveira não poderia ter sido preso em flagrante, assim como Flordelis não poderia ser afastada do mandato.

Após rechaçar a jornalistas a possibilidade de ser uma “proposta da impunidade”, Lira também recorreu ao Twitter para falar sobre o assunto. A medida foi acordada pela maioria dos líderes após a manutenção da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Lira defende uma tramitação rápida, enquanto a temperatura do assunto favorece a mudança de regras.

Leia mais:  'Precisamos atingir Lula na cabeça', disse procuradora da Lava Jato em mensagens

“Quando se contrapõe à democracia, a ‘inviolabilidade” do mandato parlamentar não é absoluta, como bem demarcou o STF e, com 364 votos, a Câmara. Mas a inviolabilidade não foi revogada e sua autoria é dos mesmos que inscreveram as atribuições da Suprema Corte na mesma Constituição”, escreveu Lira. Ele continuou a argumentar: “Não sou a favor nem contra qualquer solução legislativa específica sobre a proteção do mandato, que não protege o parlamentar, mas a Democracia. Sou a favor, sim, que o Congresso faça sua autocrítica e defina um roteiro claro e preciso para o atual vácuo legal para lidar com situações desse tipo”.

Você viu?

Durante a sessão, o líder do Cidadania, Alex Manente (SP), criticou a forma apressada como a PEC estava sendo deliberada.

— Não podemos fazer isso como se fosse um pastel numa feira, da maneira como estamos fazendo. Podemos transformar essa limitação numa impunidade. Esse é o risco que pode se correr se não debatermos uma mudança constitucional – discursou o deputado.

Vice-líder do PSOl, Fernanda Melchionna, afirmou que a votação causa “estranhamento” e parece uma reação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão de Silveira.

Leia mais:  Feliciano defende Bolsonaro e diz que estão armando "narrativa golpista"

— Quero alertar a todos: se a PEC que está sendo apresentada fosse votada antes, o deputado Daniel Silveira não teria sido preso. Porque crimes de ódio e da extrema-direita estariam impunes. A deputada Flordelis também não seria afastada do mandato – discursou a deputada do PSOL.

Deputado do Novo, Gilson Marques (SC) também criticou a redação do texto.

— Uma PEC às vezes demora anos para ser votada. Essa PEC serve para a blindagem, turbinar o foro privilegiado, autobenefício, não tem nem relatório pronto. Coletou em tempo recorde as assinaturas. E ontem o texto ficou pronto – atacou o deputado.

Ex-líder do governo Jair Bolsonaro e hoje adversária do presidente da República, Joice Hasselmann (PSL-SP) também se posicionou contrária à proposta.

— Esse projeto é um escárnio. É estender tapete vermelho para corrupto cometer crime.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana