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POLÍTICA

Bolsonaro cancela ida ao porto de Santos e antecipa retorno das férias

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Reprodução/Internet

Bolsonaro durante as férias no Guarujá.

De férias no litoral paulista desde quinta-feira (9) passada, o presidente Jair Bolsonaro decidiu antecipar seu retorno a Brasília. Ele deve deixar a cidade de Guarujá na tarde desta segunda-feira, embora o planejamento inicial fosse ficar até a terça-feira.

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Bolsonaro está hospedado no Forte dos Andradas, sede da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, local onde já havia estado outras duas vezes enquanto presidente da República. A base do Exército tem acesso a uma praia privada, entre as praias do Tombo e Guaiuba.

Mais cedo, Bolsonaro cancelou sua ida ao porto de Santos , onde tinha agendada uma visita à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Ele havia anunciado em sua live semanal, na última quinta, que visitaria o local e poderia anunciar novidades.

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No domingo, Bolsonaro passou o dia todo no forte, onde almoçou com o surfista Taiu Bueno, e frustrou as expectativas de alguns apoiadores que esperavam encontrá-lo na saída da base.

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POLÍTICA

Bolsonaro diz que deportação de brasileiros é direito dos EUA

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Alan Santos/PR

Bolsonaro falou com a imprensa na Índia

O presidente Jair Bolsonaro comentou neste sábado a autorização dada pelo Brasil para que os EUA executem a deportação de brasileiros que tentaram entrar sem documentos no país. É a primeira vez que o governo brasileiro dá luz verde para a deportação em massa de brasileiros, segundo diplomatas, indicando a mudança de diretriz implementada por Bolsonaro, que se orgulha de manter relações próximas com o presidente americano, Donald Trump.

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Em Nova Délhi, onde faz uma visita de Estado de três dias à Índia, Bolsonaro indicou que entende a política americana e que não irá se esforçar para evitar as deportações de brasileiros que tentam entrar de forma irregular nos EUA.

“O que eu falar aqui vai dar polêmica: eu acho que qualquer país, as suas leis têm que ser respeitadas. Qualquer país do mundo onde pessoas estão lá de forma clandestina é um direito daquele chefe de Estado, usando da lei, devolver esses nacionais”, afirmou

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Bolsonaro disse que não conversou com o presidente Trump sobre o tema, que está sendo tratado pelo Itamaraty.

“De vez em quando converso com ele, outros assuntos, esse não foi tratado em uma conversa pessoal com ele. Lamento que brasileiros que foram buscar novas oportunidades lá fora voltem deportados. Lamento, mas é a política e temos que respeitar a soberania de outros países”.

Questionado se o governo ajudaria países estrangeiros a identificar brasileiros que estão em situação irregular, Bolsonaro disse que não, “quem tem que identificar é o país de destino”. O presidente aproveitou para voltar a criticar a Lei de Migração sancionada em 2017, em substituição ao antigo Estatuto do Estrangeiro, que havia sido estabelecido durante a ditadura militar.

Os EUA iniciaram a deportação em massa de brasileiros em outubro, com 70 brasileiros enviados de El Paso, no Texas, para Belo Horizonte. No início da madrugada deste sábado, desembarcou em Belo Horizonte um voo fretado do governo americano com uma nova leva de 80 a cem brasileiros.

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“Se você for ler a nossa lei de imigração, nenhum país do mundo tem isso que nós temos lá. É uma vergonha a nossa lei de imigração. Eu fui o único a votar contra, foi simbólico, e o único a discursar contra quando ela foi elaborada e votada. Fui muito criticado pela mídia. O pessoal chega no Brasil com mais direitos do que nós. Então isso não pode acontecer. Afinal de contas, nós devemos preservar o nosso país. E se abrir as portas, como está previsto na lei de imigração, o país pode receber um fluxo de gente muito grande e com muitos direitos”.

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