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Economia

BNDES anuncia foco na promoção de fundos patrimoniais filantrópicos

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, anunciou hoje (13) a meta de promover no Brasil os fundos patrimoniais filantrópicos, que podem gerar mais desenvolvimento e contribuir para a preservação ambiental e para reduzir a desigualdade financeira no país. É importante a instituição adotar uma nova modelagem de atuação para garantir mais qualidade de vida no país, disse Montezano.

Segundo ele, o mercado financeiro já entendeu que a busca do lucro puramente financeiro não traz sustentabilidade, e este é o caminho do banco. “Se quer construir algo perene, engajador, que multiplique, é importante considerar os diversos aspectos do lucro na criação de valor de uma atividade empresarial, seja pública ou privada.”

Montezano fez as declarações no lançamento do livro Fundos Patrimoniais Filantrópicos – Sustentabilidade para Causas e Organizações, elaborado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), parceiro do BNDES.

“O que a gente está fazendo hoje aqui no banco é uma ponta de lança. O setor privado virá atrás da gente, mas, por a gente ter o privilégio de ser, ao mesmo tempo, o animal financeiro e um ente institucional do setor público, consegue jogar nos dois lados.” Montezano disse que existem poucas dúvidas de que as empresas privadas e as públicas, todas, seguirão a mesma direção: “trabalhar para algo mais além do lucro”.

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Para Montezano, não existe mais divisão entre os instrumentos de financiamento, chamados fundos de impacto, e a filantropia, que está incluída na lista do BNDES para captação de recursos. “O mercado está se embaralhando no bom sentido: o sistema tradicional mistura-se ao de filantropia ou de doações. Então, é fundamental que nós, como banco de desenvolvimento brasileiro, atuemos como peça chave disso. Faz parte da nossa estratégia promover este setor no Brasil.” Ele lembrou que há uma certeza: “o governo não conseguirá fazer sozinho tudo que a sociedade precisa”.

Montenano ressaltou que é oportuno o debate sobre fundos patrimoniais filantrópicos e que o novo plano trienal do banco representa a volta da instituição às origens, uma vez que foi criado como banco de desenvolvimento com o propósito de tornar o Brasil mais competitivo e contribuir para melhorar a qualidade de vida do brasileiro. “A sociedade, o mercado privado, o sistema político, o mercado financeiro, atualmente, estão entendendo e relendo o que significa esse propósito, o que significa o lucro financeiro quando conversa com o lucro social, quando conversa com o lucro ambiental”, afirmou.

Ele destacou, porém, que o BNDES continuará pagando suas contas e gerando lucro. A primeira camada de metas do plano, até 2022, prevê obras de saneamento de água e esgoto para 20 milhões de pessoas e projetos de iluminação pública de qualidade para 14 milhões de brasileiros. Outra meta é fornecer banda larga para 8 milhões de pessoas ainda sem acesso a essa tecnologia, financiar equipamentos escolares para 1 milhão de alunos e apoiar 450 mil micro e pequenas empresas.

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“Essas são as metas do BNDES para 2022. Como o banco não está falando em dinheiro? Pois é. O banco não está aqui pelo dinheiro. Está aqui pelo propósito. Assim como o dinheiro é um vínculo importante, a parte de serviços, de articulação política e empresarial, de juntar a sociedade em torno disso é mais importante. O BNDES não está se reposicionando. Está se aprimorando”, afirmou Montezano.

De acordo com Montezano, o BNDES tem atualmente uma modelagem poderosa e eficiente na análise de estudos, de articulação política, de articulação privada, de captação de recursos, mas que já foi extremamente focada na parte financeiro do crédito e agora se voltou para o lado social. “Se o nosso propósito é melhorar o Brasil, melhorar a vida das pessoas e ter um país mais equalizado, tenho o capital, e é importante respeitá-lo, mas é importante também acrescentar isso ao serviço.”

Edição: Nádia Franco

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Economia

CNI: confiança do empresário industrial cresce em todos os setores

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A retomada da atividade econômica melhorou a expectativa da indústria em relação à economia. Divulgado hoje (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) apresentou alta em todos os setores pesquisados.

Em relação à indústria de transformação, o Icei atingiu 62,6 pontos em setembro, alta de 5,1 pontos em relação a agosto. Esse foi o quinto mês seguido de aumento no indicador. Em relação a abril, quando o índice havia despencado para 34,3 pontos, o índice acumula alta de 28,3 pontos.

Na avaliação da CNI, a confiança dos empresários da indústria está cada vez mais alta e mais disseminada depois da retomada da produção industrial em agosto. O Icei não apenas subiu em todos os 30 setores da indústria da transformação pesquisados como está acima de 50 pontos em todos os segmentos. Em 19 setores, o Icei alcançou níveis superiores aos de setembro de 2019.

Setembro foi o segundo mês consecutivo em que o Icei da indústria de transformação supera a marca de 50 pontos. De acordo com a metodologia da CNI, índices acima dessa linha divisória representam otimismo em relação aos próximos meses na avaliação dos empresários pesquisados.

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Indústria da construção e extrativa

Na indústria da construção, o Icei também cresceu pelo quinto mês seguido em setembro, alcançando 56,7 pontos. Todos os três setores da construção registraram melhoria no indicador. Na comparação com abril, o índice acumula crescimento de 21,9 pontos. O Icei da indústria extrativa subiu 2,7 pontos no mês, somando 59,9 pontos, repetindo a alta contínua desde maio registrada nos outros dois tipos de Icei.

A pesquisa foi feita com 2.312 empresas em todo o país entre 1º e 14 de setembro. Desse total, 904 são de pequeno porte, 848 de médio porte, e 560 de grande porte.

Edição: Lílian Beraldo

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