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POLÍTICA

Bebianno mostrou “suruba gay” para eu não ser vice de Bolsonaro, diz príncipe

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Facebook/ Luiz Philippe de Orleans e Bragança

O príncipe afirma que Bebianno não o queria como vice.

O príncipe e deputado federal, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) afirmou à revista Época  , nesta quarta (13), que o presidente Jair Bolsonaro desistiu de tê-lo como vice após Gustavo Bebianno, que na época era coordenador de campanha de Bolsonaro, ter informado ao presidente possuir fotos do príncipe em “suruba gay” e agredindo um morador de rua. Fotos e informações que são falsas, segundo o deputado.

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“Bebianno armou e não queria que eu fosse o vice. Ele disse ao presidente que haveria um dossiê que tinha fotos minhas, segundo um amigo me contou na ocasião”, afirma o príncipe. Ele afirma que, na época, Bolsonaro não queria escolher um militar para ser seu vice, mas foi pressionado a tomar essa decisão por Bebianno, que teria informado Bolsonaro sobre as fotos no último dia para escolher o vice.

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Nesta terça (12), a coluna de Mônica Bergamo informou que Bolsonaro se arrepende de sua escolha. “Príncipe, estou te devendo eternamente. Eu casei, casei errado. E agora não tem mais como voltar atrás”, disse o presidente.

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O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) afirmou, nesta quarta, ter recebido uma ligação de Bolsonaro, na manhã do dia que o então candidato anunciou Mourão como vice, afirmando que desistiria do príncipe, após ter recebido fotos dele. No episódio, Bolsonaro também teria perguntado a Frota se ele sabia se o príncipe era gay.

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POLÍTICA

Rodrigo Maia diz que pensão a solteiras ‘absurdo’ e cobra mudança no STF

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Maia cobrou que STF mude entendimento de lei sobre pensões

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste domingo (19) que vai continuar trabalhando para que o Supremo Tribunal Federal (STF) mude a interpretação da lei que garante o benefício para 194 filhas solteiras de ex-parlamentares e ex-servidores. Custo anual de R$ 30 milhões foi considerado um “absurdo” por Maia. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de São Paulo e a situação que mais chama atenção é a da pesquisadora Helena Hirata, que mora há 49 anos em Paris e recebe R$ 16.881,50 por mês apenas por ser solteira e filha de ex-deputado.

Em uma auditoria do Tribunal de Contas da União de foram encontradas suspeitas de fraudes em 19 mil pensões para filhas solteiras. Os valores foram pagos em diversos órgãos da administração pública federal, não apenas do Legislativo. O tribunal alterou a interpretação da lei e obrigou que as pensionistas comprovassem a dependência do benefício para manterem o privilégio.

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“Depois da interpretação do Tribunal de Contas da União, o STF deu infelizmente decisão garantindo o direito adquirido. Todos os casos como esses mostrados são absurdos. Vamos continuar investigando, tomando as decisões e trabalhando para que o STF mude sua interpretação e tenha interpretação real daquilo que é o correto, para que não tenhamos privilégios e desperdícios desnecessários”, disse Maia.

As solteiras passaram a reivindicar ao Supremo a manutenção das remunerações. O ministro Edson Fachin suspendeu o acórdão do TCU e determinou a aplicação do entendimento original à lei, o que foi respaldado pela Segunda Turma da Corte. De forma reservada, um integrante do Supremo também classificou os pagamentos como “absurdo”.

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As pensões são garantidas por uma lei de 1958. Em 1990, outra legislação pôs fim aos pagamentos, mas quem havia adquirido o direito o manteve. Para não perdê-lo, basta permanecer solteira ou não ocupar cargo público permanente. Denúncias de fraudes não faltam. Em dezembro, por exemplo, uma mulher foi indiciada por estelionato pela Polícia Legislativa por ser casada e manter o benefício.

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