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POLÍTICA

Aras tira subprocuradora defensora de minorias de conselho de direitos humanos

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Pedro França/Agência Senado – 25.9.19

Aras substituiu Deborah Duprat por Aílton Benedito

O procurador-geral da República, Augusto Aras , destituiu a subprocuradora Deborah Duprat do cargo que ela ocupava no Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), vinculado ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH). Duprat era a atual vice-presidente do órgão e deveria assumir a presidência da entidade no ano que vem. Há vários anos ela é alvo de críticas das bancadas da bala e evangélica no Congresso Nacional por conta de sua atuação, sobretudo em relação ao direito de minorias e à violência policial

Em ofício divulgado nesta segunda-feira (2), Aras informou ao conselho que ele representará o Ministério Público Federal (MPF) na entidade e que, em suas ausências, quem irá a vaga ocupada hoje por Duprat será o secretário de Direitos Humanos da Procuradoria Geral da República (PGR), Aílton Benedito. A troca surpreendeu o presidente do Conselho, Leonardo Pinho, que pediu esclarecimentos à PGR.

Deborah Duprat é chefe da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), um dos braços do MPF com forte atuação na defesa dos direitos humanos. Aílton Benedito, por outro lado, é conhecido por suas postagens em redes sociais em que ele relativiza a violência policial, manifesta apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, frequentemente, chama militantes de esquerda de “esquerdopatas”. Nos bastidores do MPF, a atuação de ambos é vista como antagônicas.

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O CNDH tem a função de fiscalizar e monitorar a execução de políticas públicas relacionadas aos direitos humanos. Ele é um colegiado composto por integrantes de diversos segmentos, entre eles o MPF. Cabe ao procurador-geral da República indicar os seus representantes. Desde o início do ano, o comando do CNDH tem se posicionado de forma crítica a algumas medidas tomadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

A destituição de Duprat é vista como mais uma medida para impedir que Duprat assumisse o comando do conselho. Como a presidência do CNDH é rotativa, a previsão é que Duprat assumisse o comando do órgão do conselho em 2020. Em 26 de novembro, no entanto, a ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, enviou um ofício à PGR pedindo que o órgão abrisse mão da presidência do conselho no ano que vem em favor do seu ministério.

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Para Leonardo Pinho, a “coincidência” entre o pedido de Damares e a substituição de Duprat chama atenção.

“Essa indicação vem logo depois de ele (Aras) receber um ofício da Damare solicitando que a PGR abrisse mão da presidência. Essa questão é, no mínimo estranha. Então a PGR tirou a Deborah Duprat para depois abrir mão do comando da entidade? Isso precisa ser explicado”, afirmou Leonardo Pinho.

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POLÍTICA

Feliciano chama Bebianno de político Big Brother, que rebate: “Explorador de fé”

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Marco Feliciano (sem partido) e Gustavo Bebianno (PSDB) arrow-options
Montagem

Marco Feliciano (sem partido) e Gustavo Bebianno (PSDB)

O pastor e deputado federal, Marco Feliciano (sem partido), chamou o ex-Secretário-Geral Gustavo Bebianno (PSDB) de “político Big Brother”, na noite deste domingo (26).

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O comentário de Feliciano, que é defensor de Bolsonaro, ocorreu após o tucano ter criticado o presidente pela forma que tratou o ministro Sérgio Moro nos últimos dias — com a possibilidade de separar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Bebianno rebateu ao comentário, afirmando que o pastor “é daqueles que exploram a fé alheia e misturam religião com política, apenas para se locupletar (enriquecer)”, disse ao colunista Chico Alves do UOL , nesta segunda-feira (27).

Bebianno foi demitido do governo Bolsonaro logo no início do ano passado, em fevereiro de 2019, participando da gestão por menos de dois meses. Após sair de seu cargo, ele passou a ter um posicionamento crítico ao presidente, desagradando à base bolsonarista, da qual Feliciano faz parte. 

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“Ele é político BigBrother. Começou achando que era o dono do pedaço, surtou com a fama, fez intriga com meio mundo, foi descoberto e mandado para fora da casa. Depois de um tempo, ninguém mais sabe quem é! Oh, vida cruel!”, publicou Marco Feliciano em sua conta de Twitter.

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“Pastor Feliciano é aquele petista de carteirinha que vivia adulando a presidente Dilma, e que agora bajula os Bolsonaro? Aquele que buscou a aprovação do projeto da ‘cura gay’?”, afirmou Bebianno. “Vive envolvido em escândalos grotescos, tal como o tratamento odontológico de R$ 157 mil com dinheiro público e aquela história enrolada com a Patrícia Lelis”.

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