conecte-se conosco


POLÍTICA

Aras arquivou informações sobre citação a Bolsonaro no inquérito de Marielle

Publicado em

POLÍTICA

source
Augusto Aras arrow-options
Reprodução

Augusto Aras disse que ‘não há provas’ do envolvimento de Bolsonaro com o assassinato de Marielle

O procurador-geral da República, Augusto Ara s, recebeu e arquivou informações sobre a suspeita de que um dos supostos assassinos da vereadora Marielle Franco citou o nome do presidente Jair Bolsonaro para entrar no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, pouco antes de cometer o crime. O procurador-geral entendeu que não há fundamento nas referências a Bolsonaro e, por isso, decidiu pelo imediato arquivamento do caso.

Leia também: Mulher de suspeito no caso Marielle nega relação do marido com Bolsonaro

Aras, por sua vez, acolheu um pedido do ministro da Justiça, Sergio Moro, repassou para o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro requisição para investigar suposta irregularidades no depoimento do porteiro. Moro diz que pode ter ocorrido “eventual tentativa de envolvimento indevido do nome do Presidente da República no crime em questão, o que pode configurar crimes de obstrução à Justiça, falso testemunho ou denunciação caluniosa”. Caso o MPF remeta o caso à Justiça Federal a Polícia Federal passaria a atuar no caso e, assim, poderia tomar o depoimento do porteiro, como pediu Bolsonaro.

Leia mais:  Damares volta a exaltar cloroquina e nega foco em 2022: "sou chão de fábrica"

O nome de Bolsonaro foi mencionado em depoimento do porteiro do condomínio aos investigadores da Polícia Civil e do Ministério Público local. O porteiro prestou dois depoimentos. Os dois interrogatórios foram gravados. O porteiro disse que na tarde de 14 de março do ano passado o ex-policial Élcio Queiroz foi ao Vivendas da Barra e pediu para entrar no condomínio com o pretexto de ir á casa de número 58, de Bolsonaro. O porteiro disse ainda que um homem, com voz parecida com do presidente, autorizou a entrada.

Momentos depois, Queiroz teria deixado o condomínio na companhia de um outro ex-policial, Ronnie Lessa, no Logan que, segundo a polícia, foi usado pelos criminosos para perseguir e matar Marielle e o motorista dela a tiros. Antes de ser preso, Lessa morava numa das casas vizinhas a de Bolsonaro no condomínio. Queiroz e Lessa são suspeitos de matar Marielle. Na data da suposta visita de Queiroz ao condomínio Bolsonaro estaria na Câmara, conforme indicam registro de presença do ex-deputado no plenário.

Leia mais:  PF intima Sergio Moro a depor em inquérito sobre atos antidemocráticos

Leia também: Bunker de Bolsonaro viveu ‘clima de tensão no deserto’ durante madrugada

Para Aras , como Bolsonaro estava em Brasília, e não no Rio, não haveria fundamento nas declarações atribuídas ao porteiro. Portanto, ele entendeu que deveria arquivar o caso, segundo informa a assessoria do procurador-geral.

Comentários Facebook
Propaganda

POLÍTICA

Queiroga deve ser o primeiro ouvido pela CPI da Covid, diz senador

Publicados

em

Por

source
Senador Humberto Costa (PT-PE)
Agência Brasil

Senador Humberto Costa (PT-PE)

Humberto Costa (PT-PE), um dos senadores indicados para compor a CPI da Covid, disse em entrevista à CNN Brasil que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve ser o primeiro convidado a prestar esclarecimentos sobre as ações do governo federal durante a pandemia. 

Segundo o senador da oposição, a escolha pelo atual titular da Saúde se dá pelo motivo de que a CPI, em um primeiro momento, deve buscar respostas sobre as medidas de combate à Covid-19 que devem ser adotadas imediatamente.

“Acho que o primeiro convidado deve ser o próprio ministro da Saúde, para que ele possa nos dizer o que o governo pretende fazer daqui para frente para o controle da pandemia, como eles estão enfrentando e procurando resolver os problemas emergenciais, como a escassez de vacinas, como a crise de abastecimento de medicamentos para procedimentos complexos como as entubações. A CPI tem que exercer o papel de investigar, mas também exercer o papel para que o governo cumpra a sua missão, e nós vamos cobrar”, afirmou o senador, que foi ministro da Saúde por pouco mais de dois anos durante o primeiro mandato do governo Lula.

Leia mais:  Área de inteligência do governo é reestruturada após críticas de Bolsonaro

O senador disse que a CPI deve começar o “mais urgente possível” e que a agilidade para o início dos trabalhos deveria ser um interesse também do governo federal, já que a investigação pode se alongar até próximo das eleições de 2022.

“Defendo que a CPI comece de imediato, temos que apresentar a proposta de um funcionamento misto, ouvir pessoas, fazer reuniões onde tenhamos um debate mais conceitual, ouvindo cientistas e professores, pode ser feito de forma remota. As audiências onde vamos escutar testemunhas e debater quebra de sigilos ou acesso a documentos sigilosos, essa podemos fazer de modo presencial ou semi presencial, um pouco mais para frente, dentro de 1 mês e meio, quando melhorar a situação da pandemia”, afirmou Costa. 

Comentários Facebook
Continue lendo

ITURAMA E REGIÃO

POLICIAL

POLÍTICA

ECONOMIA

Mais Lidas da Semana