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Aproximação com bolsonarismo: Garcia tenta avançar em votos da direita

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Governador e pré-candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, Rodrigo Garcia (PSDB),
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Governador e pré-candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, Rodrigo Garcia (PSDB),

Após os recentes sinais de distanciamento entre o presidente Jair Bolsonaro e seu pré-candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) , o entorno do governador paulista e pré-candidato à reeleição, Rodrigo Garcia (PSDB) , tem ensaiado uma aproximação com o bolsonarismo. O movimento, em curso desde o início deste mês, tem sido publicamente negado por ambas as partes.

Do lado tucano, a aproximação coroaria a estratégia eleitoral de Garcia de se vender ao eleitorado como um político conservador e de se distanciar do ex-governador João Doria. Na disputa com Tarcísio pelo eleitorado de direita, Garcia faz um movimento contrário ao do ex-ministro, que busca a imagem de moderado. O atual governador, que foi vice e secretário de Governo de Doria, também tem evitado fazer críticas a Bolsonaro.

Ontem, Garcia assinou decreto que obriga a Defensoria Pública a oferecer assistência jurídica gratuita a policiais que sejam acusados por atos relacionados ao exercício profissional, de folga ou em serviço . O benefício controverso será oferecido inclusive a policiais investigados em casos de homicídio doloso, lesão corporal grave ou seguida de morte, abuso de autoridade, tortura e fuga de pessoa presa. A proposta é similar a um projeto que já havia sido descartado, proposto pelo deputado estadual Delegado Olim (PP), simpático a Bolsonaro.

No entorno de Garcia, a aproximação com o bolsonarismo é vista como uma possível estratégia a ser adotada se o atual governador passar para o segundo turno com Fernando Haddad (PT). Há preocupação entre os tucanos de que, caso Lula seja eleito presidente no primeiro turno, o ex-presidente passe a se dedicar com força total à campanha do ex-prefeito da capital.

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No flanco bolsonarista, o próprio presidente da República tem enviado mensagens a grupos de WhatsApp em que nega qualquer conversa com Garcia e reafirma seu apoio ao ex-ministro da Infraestrutura. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, escreveu em uma rede social: “Não há negociação alguma (…) Estamos com Tarcisão do Asfalto!”.

Distanciamento

O discurso mais moderado de Tarcísio, porém, tem incomodado aliados mais extremistas de Bolsonaro. O ex-ministro tem dado declarações em que afirma, por exemplo, confiar na urna eletrônica e nas vacinas contra a Covid-19, na contramão do que diz o presidente.

O fato de Tarcísio não ter acompanhado Bolsonaro ao palco da Marcha Para Jesus em São Paulo, no último dia 9 , mesmo tendo ido ao evento, fortaleceu a ideia de que haveria problemas na relação entre os dois. O presidente não mencionou Tarcísio em seu discurso.

O evento era importante para Tarcísio, que ainda é desconhecido do eleitorado paulista, apesar de já aparecer nas pesquisas empatado com o governador em segundo lugar, atrás de Haddad.

A pré-campanha do ex-ministro diz desconhecer qualquer aproximação com Garcia. Apesar disso, Tarcísio intensificou nos últimos dias publicações em redes sociais que o mostram com Bolsonaro. Seus aliados planejavam investir na identificação quando a campanha de fato começasse, em agosto, mas anteciparam a estratégia após pesquisas internas mostrarem que o eleitor paulista ainda não associa o ex-ministro ao presidente.

No entorno de Garcia, a aproximação com o bolsonarismo é creditada ao atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Carlão Pignatari (PSDB), conforme antecipou o jornal Valor Econômico. A informação foi confirmada por um membro da cúpula tucana ao GLOBO, apesar de ser negada por Pignatari.

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Segundo relatos de lideranças partidárias que preferem não se identificar, as conversas com Pignatari que ocorreram até o momento não foram presenciais e teriam sido conduzidas no início deste mês.

Ceticismo

Um cacique do União Brasil em São Paulo, próximo a Garcia, diz ver com ceticismo as supostas conversas com bolsonaristas. Para ele, uma aproximação não faria sentido para o governador neste momento, dada a alta rejeição de Bolsonaro em São Paulo.

Questionado sobre um suposto encontro presencial entre Pignatari e emissários de Bolsonaro, o próprio governador negou participar de qualquer diálogo nesse sentido, embora diga não saber se houve algum encontro.

“Não tomei conhecimento [do encontro] e não controlo a agenda do presidente da Assembleia Legislativa. Em relação à questão política, quem fala pela pré-campanha sou eu. Não existe esse tipo de diálogo. Já falei em diversas ocasiões que o governo de São Paulo não vai titubear em dialogar com o presidente Jair Bolsonaro e [pensar em] ações concretas e benefícios para o estado. Isso não pode ser confundido com ação política”, afirmou o tucano.

Na pré-campanha de Fernando Haddad, a notícia da possível aproximação com o bolsonarismo tem sido vista como um movimento confuso de Garcia.

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Fonte: IG Política

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Molon dribla PSB e faz sucesso com vaquinha virtual

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Alessandro Molon vai concorrer ao Senado
Reprodução/Twitter

Alessandro Molon vai concorrer ao Senado

Na última quinta-feira (11), o candidato ao Senado Alessandro Molon arrecadou R$ 100 mil para fazer sua campanha. Ele lançou uma vaquinha virtual após o PSB proibi-lo de ter acesso a recursos do fundo partidário.  A decisão do partido foi uma resposta a “desobediência” do deputado federal.

Molon gravou um vídeo nas redes sociais e agradeceu o apoio dos eleitores. Agora ele lançou uma segunda meta, que é alcançar R$ 250 mil. Até o momento, o parlamentar conquistou 42% do seu objetivo.

“A nossa candidatura é a única que tem condições reais de derrotar o candidato do bolsonarismo, que é Romário. Para isso a gente vai precisar de mais recursos, para fazer bom material de campanha e organizar nosso comitê”, comentou.

Confira o vídeo:

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Molon está em segundo lugar nas pesquisas eleitorais para o Senado no Rio de Janeiro. Foi por esse motivo que ele desafiou o PSB e manteve sua candidatura ao cargo, prejudicando o acordo entre o partido com o PT.

A sigla comandada por Carlos Siqueira garantiu que abriria mão da corrida eleitoral pelo Senado para apoiar André Ceciliano (PT), enquanto a agremiação de Gleisi Hoffmann não lançaria um nome ao governo do Rio para estar ao lado de Marcelo Freixo (PSB).

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