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CIÊNCIA E SAÚDE

ANS define teste sorológico para o novo coronavírus como cobertura obrigatória de planos de saúde

Publicado

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu nesta segunda-feira (29) o teste sorológico para o novo coronavírus na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. A medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União e passa a valer imediatamente.

A inclusão do teste teste sorológico no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde atende à decisão judicial dada em Ação Civil Pública movida pela Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), de Pernambuco.

Assim, o exame pode ser feito sem custo extra, contando que haja requisição feita por um médico.

A mudança era ensaiada desde março pelo Ministério da Saúde. Naquela ocasião, o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse que os planos poderiam cobrar pelo teste pois o procedimento não estava no rol de cobertura obrigatória, mas que as empresas seriam obrigadas a bancar os testes.

Desde de março, os planos de saúde eram obrigados a cobrir o exame RT-PCR, que identifica a presença do material genético do vírus, com coleta de amostras da garganta e do nariz. Mas o teste não consegue detectar infecções em estágio inicial ou depois da cura da doença.

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Como a produção de anticorpos no organismo leva alguns dias para ser detectada pelo exame, o teste sorológico só é indicado após o oitavo dia de início dos sintomas.

Outros seis tipos de exame que ajudam no acompanhamento dos pacientes estão previstos legalmente, mas reportagem do G1 relata dificuldade de pacientes a terem acesso aos exames.

Segundo a ANS, o procedimento de cobertura obrigatória atinge planos da categoria ambulatorial, hospitalar e referência, contanto que o paciente tenha apresentado sintomas de quadro gripal, como febre, tosse, dor de garganta, coriza ou dificuldade respiratória, ou de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que inclui oxigenação baixa do sangue e coloração azulada em lábios e rosto.

A agência também alerta que o “teste sorológico é de uso profissional e sua execução requer o cumprimento de protocolos e diretrizes técnicas de controle, rastreabilidade e registros das autoridades de saúde”.

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Quem pode fazer o teste

  • Clientes de planos de saúde ambulatoriais, hospitalares e referência.
  • É necessária uma requisição de um médico para realização do exame.
  • Pacientes com sintomas de quadro gripal, como febre ou estado febril, tosse, dor de garganta, coriza e dificuldade respiratória.
  • Pacientes com sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como desconforto respiratório ou dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto.

 

Por: G1

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CIÊNCIA E SAÚDE

Vacina contra a tuberculose pode estar relacionada à redução de mortalidade por Covid-19, diz estudo

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Cientistas dos Estados Unidos apontaram para uma possível relação entre a vacina BCG, para a tuberculose, e a redução da mortalidade em pacientes com Covid-19. Um estudo publicado na quinta-feira (9) pela revista “PNAS” sugeriu essa relação mas reconheceu que ainda é cedo para afirmar que a vacina protege contra o coronavírus.

O artigo analisou dados de países que têm políticas de vacinação mais abrangentes, como o Brasil, por exemplo e comparou com os números de lugares com menor cobertura vacinal, como os EUA.

“Descobrimos que a mortalidade da Covid-19 nos estados de Nova York, Illinois, Louisiana, Alabama e Flórida (não-vacinados) era significativamente maior que em estados de países que aplicam a BCG (Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil; e Cidade do México, no México)”, escreveram os pesquisadores.

Eles disseram que há uma “associação consistente” entre a vacinação e a redução no número de casos graves da doença, mas que isso não é suficiente para estabelecer uma causalidade entre a aplicação da BCG e a proteção contra casos graves de Covid-19.

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Ensaios clínicos

Os pesquisadores citaram o desenvolvimento de dois ensaios clínicos randomizados que podem atualizar o que se sabe sobre essa relação apontada. Em andamento na Holanda e na Austrália, profissionais de saúde foram injetados parte com BCG e outra com um placebo.

Apenas depois de um estudo mais seguro é que poderão afirmar que há uma relação entre a vacinação e a imunidade para o coronavírus.

Os pesquisadores ressaltaram também que há pouca informação sobre a vacinação tardia com a BCG, que não é indicada para o uso em idosos por se tratar de uma vacina feita a partir de vírus atenuado e não deve ser administrada em pacientes com baixa imunidade.

Ainda uma hipótese

Se a hipótese de proteção do BCG for verdadeira, dizem os cientistas norte-americanos, isso teria grandes implicações para as regiões com programas de vacinação universal em andamento, incluindo a maioria dos países em desenvolvimento, que sofreriam menos com a pandemia da Covid que a Europa e os EUA.

De acordo com o estudo, em muitos países da América Latina, a vacinação universal foi introduzida na década de 1960, o que pode significar que pessoas com mais de 55 anos não receberam a vacina representariam um segmento vulnerável da população durante a pandemia.

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Os pesquisadores afirmaram também que as diferenças nas coberturas vacinais podem também significar mudanças nas medidas de reabertura econômica.

“A maioria dos países asiáticos possui programas ativos de vacinação universal com BCG”, explicaram os pesquisadores.

“Se o BCG estiver conferindo algum nível básico de proteção, é possível que algumas das estratégias de relaxamento das medidas de distanciamento social adotadas pelos países asiáticos possam não ser eficazes na América do Norte e nos países da Europa Ocidental.”

Por: G1

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