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Adolescente é morto por colegas em clínica de reabilitação em Patos de Minas após briga por bolacha, diz PM

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Um adolescente de 15 anos foi morto por enforcamento na noite desta terça-feira (18) por outros três colegas de quarto em uma clínica de reabilitação em Patos de Minas.

De acordo com os registros da Polícia Militar (PM), a vítima teve um discussão por causa de um pacote de bolachas com os adolescentes, que estão internados compulsoriamente. O crime ocorreu pouco antes de meia-noite.

Segundo testemunhas contaram à PM, a vítima teria ameaçado os outros com um pedaço de cerâmica, o que causou irritação no grupo.

A clínica de recuperação é especializada no cuidado de dependentes em drogas e álcool em Patos de Minas. A PM não informou o nome da empresa.

A reportagem do MG1 conversou com o delegado de Polícia Civil responsável (veja abaixo).

Esperaram dormir

Segundo o registro da PM, dois outros internos, também menores, disseram ter presenciado as ameaças da vítima. Irritados com a afronta, os outros três adolescentes esperaram que ele dormisse para depois surpreendê-lo na cama.

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No boletim de ocorrência, os três menores suspeitos do crime disseram que enforcaram o desafeto e depois amarram o corpo pelo pescoço e arremessaram pela janela.

Funcionários e o proprietário da clínica acionaram a PM. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. No entanto, quando o resgate chegou, a vítima já estava morta.

Os três adolescentes, que não tiveram idades reveladas, foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Patos de Minas.

Delegado comenta

O delegado regional de Patos de Minas, Luiz Mauro Sampaio, confirmou que o que desencadeou a violência foi um pacote de bolacha e que os três menores atacaram a vítima quando ela tinha tomado, inclusive, remédios para dormir.

“A perícia vai dizer exatamente como foi a causa, mas é certo que eles jogaram a pessoa, viva ou morta, por um vão que existe no local”, contou.

Destino dos menores

Segundo o delegado, os menores estão recolhidos e serão encaminhados ao Ministério Público para fazer análise e passar para o poder judiciário. Sobre a clínica, ele disse que, inicialmente, não há nenhum ônus para o local.

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“A princípio, sobre a clínica, em tese, não tem nenhum elemento que possa dizer que foi imprudente , negligente ou imperita, que indique dolo, mas isso vai ser analisado posteriormente pela delegacia competente para ter ao final como será o posicionamento”, completou.

Por: G1

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PF cumpre mandados de prisão e busca e apreensão na BA em nova fase de operação contra esquema de venda de decisões por juízes

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A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (24) mandados de prisão temporária e de busca e apressão em cidades baianas e também em Mato Grosso. A ação faz parte da quinta fase da Operação Faroeste, que visa a desarticulação de esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais, por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

Ao todo são 11 mandados expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Três deles são de prisão temporária e outros oitos de busca e apreensão. Na Bahia, a nova fase da operação ocorre na capital baiana e também em Mata de São João, que fica na região metropolitana de Salvador.

A PF não detalhou a quantidade de mandados por estados, mas explicou que há mandados de prisões expedidos para uma Desembargadora do TJ-BA e para dois advogados, sendo um deles filho e operador financeiro da dela.

Ao longo das fases anteriores da operação, foram presos:

  • Maria do Socorro Barreto Santiago (desembargadora)
  • Sérgio Humberto Sampaio (juiz de primeira instância)
  • Adailton Maturino dos Santos (advogado que se apresenta como cônsul da Guiné-Bissau no Brasil)
  • Antônio Roque do Nascimento Neves (advogado)
  • Geciane Souza Maturino dos Santos (advogada e esposa de Adailton Maturino dos Santos)
  • Márcio Duarte Miranda (advogado e genro da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago)
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Além disso, foram afastados dos serviços no TJ-BA Maria do Socorro Barreto Santiago (desembargadora), Sérgio Humberto Sampaio (juiz de primeira instância), Gesivaldo Britto (desembargador presidente do TJ-BA), José Olegário Monção(desembargador do TJ-BA) Maria da Graça Osório (desembargadora e 2ª vice-presidente do TJ-BA) e Marivalda Moutinho (juíza de primeira instância).

A Polícia Federal informou que o grupo é suspeito de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

Operação Faroeste

  • primeira fase da Operação Faroeste ocorreu em 19 de novembro, com a prisão de quatro advogados, o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão e o afastamento dos seis magistrados.
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  • Na última fase, que ocorreu em dezembro e foi batizada de Estrelas de Nêutrons, quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de obter provas complementares da possível lavagem de ativos. Os alvos foram um joalheiro e e um advogado.

Por G1

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