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Economia

Aço: exportações devem ficar 6,7% abaixo do registrado em 2018

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A indústria nacional de aço deve fechar o ano com uma queda de 6,7% no volume de exportação (13 milhões de toneladas) e aumento de 2,1% nas importações (2,5 milhões de toneladas). A estimativa foi apresentada hoje (5) pelo Instituto Aço Brasil que indica, ainda, que as vendas internas também tendem a um resultado inferior ao de 2018 em 18,5 milhões de toneladas. 

Em relação ao consumo aparente, que considera vendas de empresas locais e importações, espera-se um total de 20,7 milhões de toneladas comercializados, o que significa uma queda de 2,4% em relação ao volume registrado no ano passado.

O presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes, explicou que o ano teve um início desfavorável para o setor. “O primeiro semestre foi muito ruim. Diria que a economia frustrou as expectativas dos que tinham a esperança de uma retomada mais vigorosa”, disse, lembrando do crime ambiental de Brumadinho (MG) como um dos impactos negativos.

Nos próximos cinco anos, a expectativa do Aço Brasil é que companhias do segmento invistam US$ 9 bilhões nos próximos cinco anos.

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Outro desafio do setor é em relação a utilização da capacidade instalada da indústria brasileira de aço, atualmente subutilizada, em torno de 64% do total disponível. Para Lopes, o ideal seria a ultilização de, no mínimo, 85% da capacidade instalada. Para atingir essa condição, a produção teria que alcançar as 9,5 milhões de toneladas e seria capaz de gerar 203.863 vagas de empregos diretos e indiretos.

Segundo o presidente executivo do instituto, o otimismo em relação ao futuro está associado a desdobramentos do contexto sociopolítico do país. Lopes citou a recuperação da construção civil e da infraestrutura como fatores capazes de promover uma melhora no desempenho do segmento. Outra aposta está na ampliação da participação da indústria no setor de óleo e gás e energia renovável.

Estados Unidos

Perguntado sobre a sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar o aço brasileiro, Marco Polo de Mello Lopes disse que os contratos já firmados com clientes norte-americanos estão sendo cumpridos, mas novas negociações estão suspensas devido ao clima de “insegurança”.

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“Todos nós que estamos acompanhando de perto fomos surpreendidos, porque o arrazoado posicionamento do presidente Trump é desprovido de qualquer sentido técnico. A afirmativa de que o Brasil manipula seu câmbio é desprovida de qualquer sentido. Não tem pé nem cabeça falar que o agricultor americano é prejudicado. Agricultura não tem nada a ver com aço”, declarou, assinalando que, para ele, o mercado de aço tem convivido com “práticas predatórias”.

Na avaliação de Lopes, as autoridades brasileiras responderam adequadamente à questão, já que a medida ainda não foi realmente implementada nem anunciada oficialmente. Trump disse, em sua conta no Twitter, que o Brasil e a Argentina estão promovendo uma desvalorização das moedas locais e supervalorização do dólar prejudicando produtores americanos. Por isto, o presidente norte-americano informou que planeja restaurar as tarifas sobre aço e alumínio comprados desses países.

Edição: Carolina Gonçalves

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Economia

Brasil passou para quarto destino de investimentos no mundo em 2019

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Com a ajuda do programa de privatização de empresas federais, o Brasil subiu da sexta para a quarta posição entre os principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo em 2019. Segundo relatório divulgado hoje (20) pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos no ano passado, contra US$ 60 bilhões em 2018.

Os três primeiros lugares do ranking de destino de investimentos ficaram com os Estados Unidos, com US$ 251 bilhões no ano passado; a China, com US$ 140 bilhões, e Cingapura, com US$ 110 bilhões. Os US$ 75 bilhões que chegaram ao Brasil equivalem a mais da metade dos US$ 119 bilhões que a América do Sul recebeu no ano passado.

Segundo o relatório, parte da alta dos investimentos externos no Brasil ocorreu, em parte, por causa do programa de privatizações, que se concentrou na venda de subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

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“O Brasil registrou aumento de 26%, para US$ 75 bilhões, parcialmente impulsionado pelo programa de privatizações lançado em julho como parte dos esforços da administração para acelerar a economia. A primeira dessas privatizações envolveu uma companhia de distribuição de gás – Transportadora Associada de Gás – comprada por um consórcio de investidores liderado pela francesa Engie por quase US$ 8,7 bilhões”, destacou o levantamento.

Para este ano, o relatório diz que o país deverá continuar a receber investimentos externos por causa da continuidade do programa de privatizações. “Em 2020, os desinvestimentos em subsidiárias de companhias estatais deverão ganhar força; a privatização de grandes companhias como a Eletrobras, a maior empresa elétrica da América Latina, e da Telebras devem provavelmente atrair muito mais investimentos estrangeiros diretos”, acrescenta o documento.

Além das privatizações, o relatório cita os projetos relacionados ao meio ambiente como fatores que ajudarão a elevar os investimentos estrangeiros no Brasil neste ano. “Dados preliminares sobre os investimentos na área verde anunciados no país corroboram essa perspectiva, com o valor dos projetos mais que dobrando, na comparação com 2018, especialmente na energia renovável e na indústria automotiva”, ressalta a Unctad.

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O presidente Jair Bolsonaro comentou o resultado do estudo. Na rede social Twitter, ele postou que o quarto lugar obtido pelo Brasil representa a volta da confiança no país.

 

Edição: Nádia Franco

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