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CIÊNCIA E SAÚDE

Ação de combate ao Aedes Aegypti é intensificada em bairro de Uberaba após morte de jovem

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Um trabalho de bloqueio do mosquito Aedes Aegypti é feito no Residencial Rio de Janeiro, em Uberaba, depois que uma jovem morreu com suspeita de dengue grave.

A cabeleireira vivia no bairro com o filho de 7 anos e, após o registro, agentes fazem limpeza na região e tratamento para eliminar possíveis focos.

Joselma Moreira Fernandes, 27 anos, foi enterrada no domingo (5). Uma amiga contou para a reportagem que ela procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro São Benedito no último dia do ano e morreu quatro dias depois.

Conforme informou a Prefeitura Municipal, exames foram coletados para confirmar ou descartar a causa da morte. Mas independentemente do resultado, a Vigilância Epidemiológica reforçou as ações na região.

Enquanto isso, os vizinhos da vítima relatam que estão preocupados com a situação.

“Não adianta fazer o trabalho só porque teve essa notícia. Tem que ser feito frequentemente”, disse a manicure Pollyana Lúcia Santiago

A notícia da morte da jovem alertou os moradores. “Assustei muito, pois meu marido teve dengue há um tempo e passou muito mal. Ele é caminhoneiro e continuou trabalhando, mas graças a Deus não se agravou. Aqui na rua direto tem alguém com dengue”, falou a faxineira Joyce Cristina Malaquias.

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Morte da jovem

A UPA confirmou que a jovem procurou a unidade no fim do ano com sintomas de dengue, sendo dores pelo corpo, febre e vômitos.

Foi realizado um hemograma e, como não havia queixa de sangramento por parte da paciente, ela foi liberada, mas orientada a retornar à unidade caso houvesse a piora de algum sintoma.

Na quinta-feira (2), a cabeleireira passou mal novamente e voltou para a unidade com agravamento dos sintomas e sangramento. Então, ela foi transferida para Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).

Por meio da assessoria, o hospital divulgou nota dizendo Joselma deu entrada na sexta (3) com quadro de insuficiência respiratória grave e faleceu no final do mesmo dia com a suspeita de hemorragia provocada pelo vírus da dengue.

Diante dos fatos, amostras de sangue foram coletadas e enviadas para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, para emitir o resultado para a sorologia que, em geral, leva 30 dias.

Trabalho na cidade

A Prefeitura de Uberaba reforçou que o Município segue com ações de combate ao Aedes aegypti, com mutirão de limpeza que iniciou em dezembro de 2019, visita dos agentes de endemias as residências, ações educativas, utilização de tecnologia em favor da população como uso de drone e busca ativa nos hospitais e unidades básicas.

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Por G1

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CIÊNCIA E SAÚDE

Menina com doença rara encontra medula compatível em irmã de 1 ano: ‘Idênticas geneticamente’

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Ana Lívia de 1 ano tem medula 100% compatível com a irmã Yasmim  — Foto: Divulgação/Ingrid AlvesAna Lívia de 1 ano tem medula 100% compatível com a irmã Yasmim  — Foto: Divulgação/Ingrid Alves

Ana Lívia de 1 ano tem medula 100% compatível com a irmã Yasmim — Foto: Divulgação/Ingrid Alves

A luta da pequena Yasmim Marques Brito, de apenas 7 anos, por um doador de medula 100% compatível acabou. A menina de Cubatão (SP) tem leucemia mielóide aguda (LMA) – uma doença rara e que geralmente acomete pessoas com mais de 55 anos. A irmãzinha dela, Ana Lívia, de apenas 1 ano, é 100% compatível e poderá ser a doadora que Yasmin tanto buscava.

Em entrevista ao G1, a mãe Daniela Cristina Marques de Araujo Brito informou que a filha tinha apenas três meses para conseguir encontrar um doador compatível já que, de acordo com os médicos, ela não poderia passar por muitos ciclos de quimioterapia.

“Isso pode ser muito prejudicial à saúde dela conforme a médica me falou. Essas doses são bem intensas, 10 vezes mais intensas do que ela tomou anteriormente. Quanto mais doses de quimioterapia ela tomar, mais perigoso é para ela”, conta a mãe.

A descoberta do doador aconteceu na noite de terça-feira (21), quando a médica responsável pelo tratamento de Yasmim entrou em contato com a mãe. “Ela falou que haviam encontrado. Estávamos achando que seria eu ou o pai porque os médicos disseram que a chance era de 50% para nós e 25% para a irmã. Foi coisa de Deus, elas são idênticas geneticamente. Quando ela deu a notícia, foi uma alegria danada”, revela a mãe emocionada.

Agora, a menina faz parte dos 30% dos pacientes com indicação de transplante de medula que têm um doador totalmente compatível, conforme informado pela oncologista pediátrica do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), Ana Virgínia.

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Após a notícia, a primeira reação da mãe foi chorar e abraçar as enfermeiras que cuidam da garota, que permanece internada no Hospital do Graacc, em São Paulo. No fundo, a mãe diz que sabia que a mais nova teria vindo ao mundo para fazer a diferença na vida da irmã.

Irmãs são geneticamente iguais, conforme relata a mãe — Foto: Divulgação/Tania RamalhoIrmãs são geneticamente iguais, conforme relata a mãe — Foto: Divulgação/Tania Ramalho

Irmãs são geneticamente iguais, conforme relata a mãe — Foto: Divulgação/Tania Ramalho

“Foi uma gravidez inesperada e eu tive complicações no final que quase me fizeram perdê-la. Mas, no fim deu tudo certo. Na época em que a Yasmim descobriu a leucemia, a Ana tinha pouco mais de um mês. Dentro do meu coração eu tinha certeza que seria ela, até cheguei a comentar isso com a doutora”.

Ainda não há previsão para o transplante de medula. Na próxima semana, Yasmin deve receber alta médica e ir para a casa. Logo depois, será encaminhada para um especialista no procedimento, que iniciará o processo pré-transplante.

Para a mãe, o tratamento já deu certo. “Ela está reagindo muito bem a todos os procedimentos feitos até agora. A vontade dela de vencer vai além. Deus é maravilhoso. Ela tinha três meses para achar o doador e, em menos de um, achamos um dentro de casa. A neném veio na hora certa”, finaliza.

Descoberta da doença

Yasmim recebeu o diagnóstico no dia 15 de março de 2019, após a menina apresentar manchas na esclera, a membrana branca do olho. Com a descoberta, ela deu início ao tratamento e, após cinco sessões de quimioterapia, em agosto, a medula de Yasmim entrou em remissão, ou seja, quando não há mais sinais de atividade da doença no sangue.

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O acompanhamento médico continuou mensalmente para saber se a leucemia realmente havia ido embora. Em dezembro, os exames estavam sem alterações e sem sinais de células cancerígenas. Pouco depois, a garota começou a reclamar de dor nas pernas.

“Apesar disso, ela não parava, brincava o dia todo. Resolvi comentar com a médica e a equipe passou a investigar. No dia 6 de janeiro, quando voltamos para a consulta de rotina, a médica me deu a notícia de que a doença havia voltado”, informa Daniela.

Yasmin Marques tocou o 'sino da cura' em dezembro   — Foto: Daniela Cristina Marques/Arquivo pessoalYasmin Marques tocou o 'sino da cura' em dezembro   — Foto: Daniela Cristina Marques/Arquivo pessoal

Yasmin Marques tocou o ‘sino da cura’ em dezembro — Foto: Daniela Cristina Marques/Arquivo pessoal

Leucemia Mieloide Aguda

Conforme explica Victor Gottardello Zecchin, diretor clínico e coordenador do Centro de Transplantes de Medula Óssea do Hospital do Graacc, a leucemia é o ‘câncer do sangue’. As células sanguíneas são produzidas pela medula óssea, que é um órgão líquido localizado no interior dos ossos.

“O tempo todo nosso organismo produz células com defeitos, que passam por vários processos de ‘checagem’ antes de serem liberadas para a circulação. Se é detectado algum erro na célula, nosso organismo a destrói. Eventualmente, alguma destas células defeituosas escapa destes processos e começa a gerar outras células iguais a ela, todas com defeito, o que dá origem ao câncer”, esclarece.

O médico informa que a necessidade de transplante de medula ocorre em casos de alto risco ou então quando a doença é tratada e volta a aparecer. Ainda de acordo com ele, o resultado do transplante depende de uma série de fatores, porém, ainda hoje os melhores resultados são obtidos com um doador familiar (em geral, o irmão ou irmã) totalmente compatível.

Yasmim Marques Brito, de Cubatão, SP, luta contra leucemia mielóide aguda — Foto: Arquivo pessoal

Por: G1

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