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Economia

A uma semana do fim do prazo, 36 milhões ainda não sacaram o FGTS imediato de até R$ 998 por conta

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Faltando uma semana para o fim do prazo, cerca de 36 milhões de trabalhadores ainda não fizeram os saques imediatos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 998 por conta. Os saques devem ser feitos até 31 de março – e não há previsão de prorrogação desse prazo, segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos.

A Caixa lembra que o saque FGTS de todas as modalidades pode ser realizado pelo Aplicativo FGTS, de forma totalmente digital e gratuita. Os valores podem ser transferidos para uma conta bancária de titularidade do trabalhador em qualquer instituição financeira, sem nenhum custo, evitando-se o deslocamento até uma agência.

Caso o saque não seja feito até o final deste mês, os valores retornam para as contas do FGTS, com a devida atualização monetária e juros correspondentes ao período em que estiveram disponíveis para saque.

O saque imediato não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020 (veja mais informações abaixo).

De acordo com a Caixa, 60 milhões dos 96 milhões de trabalhadores retiraram os recursos. Além disso, foram pagos R$ 28 bilhões do total de R$ 42,6 bilhões liberados. Ou seja, 63% dos trabalhadores sacaram 66% dos recursos, segundo balanço até esta terça-feira (24).

 

Os correntistas da Caixa que não quiserem fazer a retirada – o dinheiro cai automaticamente na conta poupança – têm até o dia 30 de abril de 2020 para informar ao banco que preferem manter o dinheiro no Fundo de Garantia. Nesse caso, mesmo que o crédito tenha sido feito na conta, a Caixa tem até 60 dias para retornar os valores para a conta vinculada de FGTS.

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Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas.

Valor dos saques

O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas como inativas, para as contas que, em 24 de julho de 2019, tinham mais de R$ 998.

Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total. Veja mais exemplos abaixo:

Para as contas que na mesma data tinham até R$ 998, será possível fazer o saque do valor total.

Como são os saques para quem não tem conta poupança na Caixa

  • Saques de qualquer valor: podem ser feitos pelo Aplicativo FGTS. Os valores podem ser transferidos para uma conta bancária de titularidade do trabalhador em qualquer instituição financeira, sem nenhum custo.
  • Valores de até R$ 100 por conta: saque será feito nas lotéricas, com CPF e documento de identificação.
  • Valores de até R$ 998 por conta: saque nas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação e Senha Cidadão ou Cartão Cidadão e senha. Caso não possua o Cartão do Cidadão, poderá sacar nos caixas eletrônicos da Caixa utilizando o CPF e a Senha Cidadão. Em caso de saque na agência, deve apresentar documento de identidade com foto, número do CPF ou Cartão Cidadão e senha.
  • Transferência para outros bancos: nos saques feitos na agência, a Caixa não cobrará tarifa quando o trabalhador optar por transferir o valor do saque para outras instituições financeiras.
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Para agilizar o atendimento, a Caixa recomenda que o trabalhador leve a sua Carteira de Trabalho.

O saque imediato não impede o direito do trabalhador ao saque do FGTS por motivo de rescisão contratual nem tira o direito a receber a multa dos 40% sobre o valor, bem como não impede o saque para as demais modalidades como aposentadoria, aquisição da casa própria e doença grave.

Ninguém é obrigado a sacar o dinheiro do FGTS. Se não houver a retirada, o dinheiro permanece no fundo, ganhando rentabilidade. No ano passado, por exemplo, as contas do FGTS renderam 6,18% com os juros fixos de 3% ao ano mais TR e a distribuição de 100% do lucro líquido do fundo (R$ 12,2 bilhões, pagos em agosto deste ano, sobre o saldo de dezembro de 2018). Portanto, as contas do FGTS renderam mais que a poupança e o CDB, que em 2018 tiveram rendimentos de 4,62% e 6,06%, respectivamente.

Por G1

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Economia

Pandemia afeta vendas do comércio paulistano na 2ª quinzena de março

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As vendas do comércio na capital paulista registraram queda média de 53,4% na segunda quinzena de março na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), divulgado hoje (2).

Na primeira quinzena houve alta de 5,3% nas vendas, ainda refletindo os efeitos da última semana de fevereiro. O cenário muda a partir do momento em que o comércio considerado não essencial passa a ficar fechado.

O movimento de vendas a prazo, que incluem bens duráveis como eletrodomésticos, registrou queda de 61,7%.  As vendas à vista, ou de bens não-duráveis, como vestuários e calçados, desaceleraram 45%. Na comparação mensal, ou seja, com março de 2019, a queda média foi de 27%, sendo que 30,4% referem-se à diminuição nas vendas a prazo, e 23,6% foi o recuo nas vendas à vista.

“Começamos o mês com uma conjuntura, mas encerramos com outra. Porém, vale lembrar que esses são dados preliminares do comércio físico, que não incluem o setor supermercadista nem as vendas pela internet, já que muitos que não conseguiram comprar em lojas físicas, acabaram comprando on-line”, disse o presidente da ACSP, Alfredo Cotait, presidente da ACSP.

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Segundo Cotait, o resultado é reflexo da pandemia de coronavírus e das medidas de isolamento social que se intensificando no país desde o último dia 15. Ele reforçou que a queda no movimento geral reflete tanto as medidas adotadas para controlar a epidemia como a própria cautela do consumidor, que tem preferido comprar o essencial. “A expectativa agora é que (a pandemia) possa ser mitigada o quanto antes, e que dure o menor tempo possível.”

Edição: Maria Claudia

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