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POLÍTICA

“A partir de janeiro vou estar na rua”, diz Lula em evento em São Paulo

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Lula fazendo discurso durante relançamento de livro arrow-options
Rayanne Albuquerque/iG

Lula participou de relançamento de livro lançado em 2018, quando ele ainda estava preso

O ex-presidente Lula voltou a falar que é vítima de perseguição nesta terça-feira (10) em um evento na região central de São Paulo e disse que “vai estar na rua” a partir de janeiro do ano que vem. O petista também comentou a operação da Polícia Federal que fez trabalhos de busca e apreensão no âmbito de investigações de repasses do grupo Oi para uma empresa do filho dele Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha .

“Eu fico preocupado porque essa gente, agindo como está, joga no descrédito instituições que criamos ao longo da história do País que precisam ter credibilidade e precisam honrar a função das pessoas”, disse o ex-presidente.

Lula também voltou a criticar a imprensa e disse que os veículos de comunicação “construíram mentiras” sobre ele para evitar que ele pudesse voltar à presidência. “Como sabiam que eu ia
ganhar no voto, contruíram mentiras. Mentiras apoiadas pela mídia brasileira. Eu tenho consciência que eles não vão me dar trégua, mas também tenho a certeza de que não vou dar trégua pra eles”, afirmou.

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Sem citar nomes, o ex-presidente também fez críticas ao governo. “Essa gente que está aí eu considero gente do mal. Não está para construir, está para destruir todos os sonhos que construimos”, disse o petista.

O evento desta terça-feira foi o relançamento do livro A Verdade Vencerá: O Povo Sabe por que me Condenam , realizado na Quadra dos Bancários, no centro de São Paulo. A obra foi lançada em 2018 pela editora Boitempo quando o petista ainda cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no caso do sítio de Atibaia.

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Ele foi solto após o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento que tinha desde 2016 sobre prisões após condenação em segunda instância. Por 6 votos a 5, a Corte decidiu condenados em segundo grau de jurisprudência podem recorrer em liberdade até que sejam esgotadas as últimas possbilidades de recurso, o chamado trânsito em julgado.

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POLÍTICA

Moraes tem informação para operações mais explosivas, mas prefere esperar

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Alexandre de Moraes inquérito das fake news
Marcos Oliveira/Agência Senado

Alexandre de Moraes é o relator do inquérito das fake news

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),  Alexandre de Moraes gerou polêmica, nesta quarta-feira (27), ao decretar operações policiais do inquérito das fake news . Contudo, Moraes possuía informações para realizar operações de potencial político ainda mais explosivo, segundo informou nesta sexta (29) a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo .

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Alexandre de Moraes , no entanto, resolveu esperar os resultados da operação de quarta e acumular mais materiais antes de realizar a próxima operação, segundo articuladores do ministro informaram à coluna.

Nesta quarta, Moraes solicitou que a Polícia Federal (PF) realizasse 29 operações de busca e apreensão nas casas de alvos do inquérito das fake news. Entre os alvos estavam empresários e ativistas aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

O presidente teme que seu filho , o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), seja um dos próximos alvos do inquérito. Em abril, Carlos foi apontado pela PF como articulador de um esquema criminoso  de fake news .

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Na operação de quarta, Alexandre de Moraes determinou que fossem apreendidos computadores e celulares dos alvos para investigar um suposto grupo criminoso de disparo de fake news e ataque contra o STF. As informações encontradas nos dispositivos podem embassar os próximos passos do inquérito.

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