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POLÍTICA

“A gente não perde tempo com fofoca”, diz Doria em alusão à família Bolsonaro

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Roberto Casimiro / Agência O Globo

“Aqui a gente não perde tempo com fofoca nem 01, 2, 3 ou 4. Aqui só tem 1, que é a geração de emprego”, diz Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez alusão aos filhos do presidente Jair Bolsonaro neste sábado ao defender que seu governo não ” perde tempo com bobagem ” e está focado em gerar empregos. O tucano discursava para filiados e dirigentes do PSDB em um encontro organizado pelo diretório estadual da sigla na capital paulista.

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— Isso é confiança, conversa reta. A gente não perde tempo com bobagem nem confusão. Não precisamos trocar secretários nem presidentes de estatais. Aqui a gente não perde tempo com fofoca nem 01, 2, 3 ou 4. Aqui só tem 1, que é a geração de emprego — afirmou Doria.

Flavio, Carlos e Eduardo Bolsonaro são chamados pelo próprio pai pelos apelidos de 01, 02 e 03, respectivamente.

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A referência aos filhos do presidente foi feita pelo governador enquanto destacava investimentos estrangeiros confirmados este ano para o estado de São Paulo. No mesmo discurso, Doria fez comparações entre números da economia no estado e no Brasil.

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Ele começou mencionando dados sobre a geração de empregos.

— O país infelizmente não conseguiu gerar a quantidade de empregos que precisava não obstante este ano São Paulo estar liderando a geração de empregos no Brasil. Até outubro foram 257 mil novo empregos, 38% dos números do país — disse.

Em seguida, o governador comparou a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em São Paulo e no Brasil.

— O crescimento da economia no estado está previsto para 1,9% do PIB este ano. É pouco, mas o Brasil vai crescer 0,7%. Ou seja, São Paulo vai crescer o dobro — afirmou.

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Doria tem intenção de ser candidato à Presidência da República em 2022. Em 2018, ele foi eleito governador se beneficiando da popularidade de Bolsonaro com o voto ” Bolsodoria “. Em meados deste ano, entretanto, a relação entre eles sofreu abalos por causa das pretensões políticas de ambos e hoje o diálogo é apenas protocolar.

A citação aos filhos de Bolsonaro neste sábado foi uma exceção na postura que Doria passou a adotar recentemente de evitar se contrapor ao presidente. Monitoramento das redes sociais pela equipe do tucano mostrou que toda vez que ele criticava Bolsonaro os ataques a ele por simpatizantes do presidente cresciam. Preocupa articuladores de Doria o rótulo de “traidor” que esses conteúdos tentam associar a ele. Por isso, foi orientado a reduzir os embates.

Neste sábado, o governador afirmou mais uma vez que não pretende disputar a reeleição em 2022.

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— Sou contra a reeleição e não vou me candidatar à reeleição em hipóteses nenhuma — disse Doria .

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POLÍTICA

Líder do PT foi o parlamentar que mais gastou verba do Senado em 2019

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Marcos Oliveira/Agência Senado

Plenário do Senado

Locomoção, hospedagem, alimentação, contratação de serviços, verba para aluguel de imóveis, passagens aéreas. Os gastos de um senador no Brasil com esse tipo de serviço variam, atualmente, de R$ 0 a mais de R$ 600 mil por ano. Em 2019 não foi diferente. Humberto Costa (PE), líder do PT na Casa, foi o parlamentar que mais gastou no ano passado: R$ 607.404,64. Por outro lado, Paulo Albuquerque (PSD-AP) não usou da verba.

Estes ‘privilégios’ estão inclusos na chamada Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAPS), um recurso que varia entre R$ 25 mil e R$ 41 mil mensais disponibilizados para cada um dos 81 senadores do Congresso Nacional.  O valor também é somado a uma outra verba,  utilizada para os gastos com viagens oficiais, correio e combustível. Além disso, os senadores ainda recebem o salário e auxílio-moradia ou imóvel funcional. 

O maior número de gastos de Humberto Costa foi com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis: R$ 151.263,65, seguido de passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais. Procurado pela reportagem, o senador afirmou que gasta porque trabalha, além de viajar ou mandar funcionários para cobrir a demanda da população em outros estados e no interior. O parlamentar disse ainda que o preço da passagem de avião “aumentou violentamente”. 

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Waldemir Barreto/Agência Senado

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE)

“Eu gasto recurso porque trabalho e não recebo mesada de empresário, faço o que a legislação permite que eu faça. Se eu quisesse ficar sem fazer nada, não gastaria. Eu trabalho, estou viajando e prestando conta para a população, então não vejo problema”, argumentou. 

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Telmário Mota (RR), líder do PROS, e Eduardo Braga (AM), líder do MDB, também foram os senadores líderes em gastos na Casa: R$ 552.755,06 e R$ 545.575,59, respectivamente. Por outro lado, os três que menos gastaram – além de Paulo Albuquerque – foram Prisco Bezerra (PDT-CE), com R$ 154,60, e Reguffe (PODE-DF), com R$ 500,23.

Confira o ranking:



Correio é “vilão” de gastos no Senado

Dos milhões de reais gastos por ano no Senado, um se destaca: o valor gasto com correspondências. Em 2019, os 81 parlamentares gastaram R$ 1,89 milhão em verba pública nos Correios. Cada senador tem uma cota mensal destinada ao fim. Quanto maior a população do Estado pelo qual foi eleito e menor o indicador oficial de utilização da internet, maior a verba.

No ano passado, o campeão em gastos no Senado foi também o que mais utilizou o serviço: dos mais de R$ 600 mil gastos por Humberto Costa em 12 meses, R$ 134.874,12 foram para enviar cartas e pacotes. São R$ 528 reais por dia útil. Apenas no mês de junho, o senador gastou mais de R$ 44 mil com o envio de impressos e PACs.

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Ciro Nogueira (PI), vice-líder do PP, ficou em segundo lugar em gastos com correio: R$ 110.918,62; seguido de Irajá (PSD-TO), que gastou 90.886,83.

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Arquivo pessoal

Pacotes de Vade Mecum enviados do gabinete de Humberto Costa

Procurado pela reportagem,  o líder petista afirmou que 99,9% do que gasta com correspodnências é para enviar Vade Mecum – livro que traz a Constituição, códigos e leis brasileiras –  a estudantes e universidades. “Os estudantes pedem, o pessoal que faz concurso pede, eu mando pro interior, para outros estados”, afirmou. 

Apenas quatro senadores não registraram nenhum gasto com correio em 2019: Weverton (PDT-MA), Reguffe (PODE-DF), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Paulo Albuquerque (PSD-AP). Por outro lado, os três que menos gastaram foram Oriovisto Guimarães (PODE-PR), que gastou R$ 5,40, Prisco Bezerra (PDT-CE), R$ 75,65, e Izalci Lucas (PSDB-DF), R$ 85,70. 

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