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A dois meses das eleições, Lula repete o mesmo desempenho de 2006

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A dois meses da eleição, Lula repete mesmo desempenho de 2006
Mídia NINJA / Flickr – 29.11.2016

A dois meses da eleição, Lula repete mesmo desempenho de 2006

Desde a última vez em que o nome do  ex-presidente Lula esteve nas urnas, 14 anos se passaram. Mas, a dois meses da eleição, o petista tem exatamente a mesma intenção de votos que tinha em 2006, quando foi reeleito presidente no mesmo período. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, Lula tem 47% das intenções de voto , mesmo número que tinha em 8 de agosto de 2006 segundo o instituto.

Até mesmo o cenário dos adversários de Lula em 2022 e 2006 é similar. Neste ano, o atual presidente, Jair Bolsonaro tem 29% e Ciro Gomes é o terceiro colocado, com 8% das intenções de voto . Há 14 anos, o adversário de Lula era o seu atual companheiro de chapa, Geraldo Alckmin. Então pelo PSDB, o tucano tinha 24% das intenções de voto. Na terceira colocação estava Heloísa Helena, do PSOL, com 12% na pesquisa do Datafolha feita em agosto de 2006.

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As semelhanças, entretanto, não param por aí. Até mesmo dentro dos estratos há semelhanças entre os dois momentos. Um dos maiores grupos do eleitorado, aqueles com renda de até 2 salários mínimos, preferia Lula em 2006 e 2022 praticamente na mesma proporção: neste ano, 54% desse grupo diz que irá votar no presidente . Em 2006, eram 52%.

Naquelas eleições, a disputa foi para o segundo turno. Em fato raro, Alckmin teve menos votos no segundo turno do que no primeiro: 39,9 milhões contra 37,5 milhões, 2,4 milhões a menos.

No estrato mais rico do eleitorado, aquele com renda superior a 10 salários mínimos, a intenção de voto também é praticamente idêntica: Lula tinha 32% em 2006 e tem 33% nesse grupo este ano .

Uma diferença, entretanto, está na proporção entre homens e mulheres que formavam o eleitorado de Lula entre as duas eleições. Em 2006, a maioria dos entrevistados que diziam preferir Lula era de homens: 52% diziam que votariam em Lula, enquanto o petista era o preferido de 43% das mulheres.  Este ano, os dois grupos praticamente se equivalem: Lula tem 48% da intenção de voto dos homens e 46% das mulheres.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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