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CIÊNCIA E SAÚDE

7 “verdades” sobre cigarro que você precisa esquecer de uma vez por todas

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Os  riscos do tabagismo para o organismo são vários, seja consumindo um cigarro ou fazendo uma sessão de narguilé. Ainda assim, existem diversos mitos sobre o problema que confundem tanto aqueles que não fumam como aqueles que fumam ou querem parar de fumar.

Homem olhando descontente para cigarro arrow-options
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O tabagismo está cercado de mitos que você deve esquecer se quiser entender os verdadeiros efeitos desse vício

Por isso, o iG Saúde entrevistou alguns especialistas para esclarecer os principais mitos sobre tabagismo que circulam por aí e ajudá-lo a compreender os verdadeiros efeitos do cigarro e de outros produtos com tabaco sobre o organismo.

Mito sobre tabagismo #1: fumar cigarro eletrônico não é vício

Mulher fumando cigarro eletrônico e olhando pela janela arrow-options
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Mitos sobre o tabagismo: trocar o cigarro pelo vape não é o mesmo que largar o vício – você apenas o substituiu

Segundo Franco Martins, pneumologista da Faculdade de Medicina do ABC, a ideia de que trocar o cigarro comum pelo vape é o mesmo que parar de fumar não tem fundamento. “Fazendo isso, você está apenas trocando um vício pelo outro”, adverte.

Mito sobre tabagismo #2: fumar socialmente não tem problema

Jovens acendendo cigarros em festa arrow-options
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Mitos sobre o tabagismo: só porque você fuma de vez em quando, não quer dizer que não tenha dependência ao produto

Não importa quantos maços você fume por mês, os riscos de fumar continuam sendo os mesmos. “Acontece com o álcool, por exemplo: não podemos, como médicos, dizer que uma dose ao dia faz bem ou não tem problema”, defende Luiz Scocca, psiquiatra do Hospital das Clínicas da USP.

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Ele lembra também que um fumante  que consomem produtos de tabaco “socialmente” também sofre um quadro de vício de tabagismo. “Pesquisas recentes mostram que esse padrão na verdade é um padrão de consumo crônico, de uma quantidade menor”, explica.

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Mitos sobre tabagismo #3: o cigarro não afeta o sistema nervoso

Fumaça saindo da caixa craniana de um esqueleto arrow-options
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Mitos sobre o tabagismo: os produtos com tabaco afetam o corpo como um todo, inclusive o sistema nervoso

Contendo milhares de substâncias tóxicas, o cigarro – e quaisquer outros tipos de produtos com tabaco – prejudica todo o organismo, inclusive o sistema nervoso.

O único detalhe é que essas toxinas afetam cada pessoa de forma distinta, o que, segundo o clínico geral Roberto Debski, significa que cada um “apresentará um efeito diferente, com tempos diversos para desencadear doenças e alterações, reversíveis ou irreversíveis”.

Mitos sobre tabagismo #4: remédios para tratar o vício são caros e ineficazes

Mulher aplicando adesivo de nicotina arrow-options
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Mitos sobre o tabagismo: os remédios para tratar o vício dobram as chances de um fumante parar de fumar

Segundo Franco, os remédios desenvolvidos para parar de fumar dobram as chances de um fumante largar o vício. “Além disso, muitos destes remédios estão disponíveis na rede pública de saúde, e os que não estão possuem preços bem acessíveis quando comparados a outros países”, complementa.

Mitos sobre tabagismo #5: o tabagismo não é doença

Homem segurando maço de cigarro com as mãos atadas arrow-options
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Mitos sobre o tabagismo: assim como qualquer outro vício, o consumo de tabaco tem todos os sintomas de uma doença

“Esse mito tem a ver com o pensamento de o consumo de tabaco ser considerado um estilo de vida”, observa Luiz Scocca. Contudo, graças à nicotina, o consumo de tabaco tem tudo para ser considerado um vício, segundo o psiquiatra: do prazer inicial à abstinência e dependência.

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“Além, é claro, de haver uma tendência genética para desenvolvê-la e às centenas de doenças a ela associadas”, complementa. De acordo com o especialista, uma das provas de que o tabagismo é uma doença é o fato de que boa parte daqueles que tentam parar de fumar não conseguem sucesso no primeiro ano.

“Os sucessos mais permanentes exigem terapia, medicamentos, visitas constantes ao médico etc.”, finaliza.

Mitos sobre o tabagismo #6: fumar relaxa, então faz bem

Homem com expressão relaxada fumando arrow-options
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Mitos sobre o tabagismo: a sensação inicial de prazer não substitui os danos causados ao organismo no longo prazo

Segundo Roberto Debski, assim como outras drogas, lícitas ou ilícitas, os produtos que contém tabaco atuam no sistema nervoso sobre o centro do prazer, causando uma sensação de bem-estar e relaxamento.

Isso não quer dizer, contudo, que o tabagismo traga benefícios para o fumante, especialmente no longo prazo. “Nem tudo o que causa prazer é saudável ou deve ser utilizado. Pessoas adultas e conscientes devem saber o que é ou não saudável, e fazer escolhas responsáveis. Devem ter o olhar não no ‘princípio do prazer’, mecanismo reativo infantil, e sim no ‘princípio da realidade’, que é adulto, responsável”, observa o clínico geral.

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Mitos sobre o tabagismo #7: fumar fora de casa não atrapalha quem está dentro

Mulher ao fundo incomodada com mulher fumando à sua frente arrow-options
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Mitos sobre o tabagismo: seja dentro ou fora de casa, os resíduos do fumo ficarão em você e prejudicarão os outros

Diferente do que este mito sobre o tabagismo prega, fumar fora de casa continua a ser prejudicial para as pessoas à sua volta, inclusive aquelas dentro da residência. “Os componentes do cigarro [e outros produtos com tabaco] ficam impregnados no fumante, provocando crises respiratórias, principalmente em crianças e idosos”, lembra Franco Martins. Então pense também na saúde daqueles em casa antes de acender o cigarro, o narguilé, o vape ou qualquer outro produto com tabaco.

Fonte: IG SAÚDE

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CIÊNCIA E SAÚDE

Cesáreas são benéficas para mãe e para o bebê?

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Gestantes devem estar cientes dos riscos e problemas. Na maior parte da Europa e Ásia, um quarto dos bebês nasce por cesariana. Na Alemanha, essa proporção é de um terço. Já o Brasil é o segundo país do mundo em número de cesáreas, com um percentual acima de 50%.

Quais são os riscos da cesariana para a criança?

Um estudo da operadora alemã de planos de saúde Barmer mostrou que, na Alemanha, muito poucas mulheres optam pela cesariana por esse parto ser mais fácil de planejar e se encaixar melhor no cronograma. A maioria está preocupada com o bem-estar da criança que vai nascer.

Elas dizem querer poupar o bebê do estresse de um parto normal. Mas as contrações e o processo do parto são até mesmo bons para o novo terráqueo, ajudando o bebê a adaptar seu metabolismo. No útero, os pulmões da criança estão cheios de água. Esse líquido é pressionado apenas durante o nascimento, e os pulmões passam a respirar.

A cesariana impede esse processo gradual, surpreendendo praticamente a criança com o nascimento e, em certo sentido, assustando-a. Por isso que os bebês costumam ter problemas após uma cesárea e precisam receber oxigênio ou até mesmo ir para a UTI. No longo prazo, o risco de asma, diabetes, alergias e outras doenças autoimunes aumenta em crianças nascidas por partos cesarianos.

Que riscos corre a mãe após uma cesariana?

A cesárea planejada do primeiro filho não é mais um problema em países com um bom sistema de saúde. As dificuldades surgem, geralmente, apenas após a cesariana. O risco de um deslocamento perigoso da placenta aumenta a cada intervenção desse tipo. Posteriormente pode haver também mais sangramentos, tromboses e aderências.

A cada cesariana, o parto se torna mais perigoso para a mãe. Isso é particularmente problemático em regiões onde as mulheres tradicionalmente têm muitos filhos.

Uma vez cesárea, sempre cesárea?

Mesmo que a gravidez transcorra sem dificuldades, problemas podem surgir após uma cesariana. A cicatriz pode se abrir devido aos esforços expulsivos durante um futuro parto normal. No entanto isso raramente acontece. Passados mais de dois anos entre os nascimentos, o risco é menor que 1%.

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Após uma cesariana, um segundo parto normal é possível, desde que tudo esteja bem com a criança e a mãe.

Também gêmeos e crianças em apresentação pélvica (nádegas saindo primeiro) podem nascer por parto vaginal. O mais importante é uma boa equipe de médicos e os cuidados de uma parteira experiente.

A indução do parto é um problema?

Hoje as mulheres dispõem de menos tempo para o parto do que no passado. Sem um motivo válido elas frequentemente recebem uma infusão para provocar contrações imediatamente após a admissão no hospital. Se o colo do útero não dilata pelo menos um centímetro por hora, muitos obstetras ficam nervosos. O parto é então acelerado.

Além disso, o número de parteiras caiu drasticamente, pelo menos na Alemanha. Embora exista uma proporção vinculativa entre o número de enfermeiros e pacientes, no caso das parteiras, cada hospital pode decidir quantas contratar. A atenção individual que dá à mulher uma sensação de segurança durante o parto está se tornando cada vez mais rara.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também reconheceu essa tendência e está recomendando, em suas novas diretrizes para o parto, menos intervenções e melhores cuidados.

Um parto, caso seja traumático, pode vir a causar TEPT na mãe e até mesmo no pai da criança — Foto: Janko Ferlic/UnsplashUm parto, caso seja traumático, pode vir a causar TEPT na mãe e até mesmo no pai da criança — Foto: Janko Ferlic/Unsplash

Um parto, caso seja traumático, pode vir a causar TEPT na mãe e até mesmo no pai da criança — Foto: Janko Ferlic/Unsplash

As maternidades têm vantagens financeiras com uma cesariana?

Na maioria dos países, as cesáreas custam mais do que os partos normais. Também na Alemanha, um médico pode cobrar cerca de mil euros a mais por uma cesariana do que por um parto vaginal. Mas, como intervenção também custa mais ao hospital, no fim das contas não vale a pena.

Por outro lado, as cesarianas são mais fáceis de planejar e, portanto, mais eficientes. Esse é um fator importante para os gestores de um hospital, que visam, acima de tudo, obter lucro.

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Como na Alemanha a obstetrícia é, de forma geral, mal remunerada, rendendo muito pouco aos hospitais, quase metade das maternidades do país foi fechada desde os anos 1990. E essa tendência continua, apesar do aumento das taxas de natalidade.

Em quais países se realizam muitas cesarianas?

O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de cesáreas, com uma taxa de acima de 55% do total de partos. Na América Latina, região com maior taxa de intervenções (44,3%) do mundo, o país perde somente para a República Dominicana (58,1%), segundo estudo de 2018.

Por outro lado, em muitos países da África Subsaariana essa taxa é extremamente baixa. Os Estados com os menores números de cesáreas são o Níger, Chade, Etiópia, Burkina Faso e Madagascar, abarcando menos de 2% do total de partos.

Qual taxa de cesáreas é “boa”?

A OMS recomenda uma taxa de cesáreas entre 10% e 15%. Em média, isso corresponde ao número de nascimentos em que há complicações que uma cesariana pode eliminar, salvando vidas.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde comparou como bebês vêm ao mundo em 137 países. A pesquisa mostrou que apenas 14 dos países analisados atendem às diretrizes da OMS. Entre eles estão, por exemplo, Ucrânia, Namíbia, Guatemala e Arábia Saudita. Em todos os demais países, o bisturi é usado ou com frequência excessiva (por exemplo, na Alemanha, no Egito, na Turquia, nos EUA e no Brasil) ou insuficiente.

Uma das constatações mais dramáticas da pesquisa é que os países com as maiores taxas de natalidade apresentam os menores números de cesarianas. Isso se deve, principalmente, às condições financeiras: os Estados com as menores taxas de cesáreas também estão entre os mais pobres do mundo.

Por: G1

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